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Posts Tagged ‘Autores’

Screenshot da loja de livros, site Quarto de Jade.

Mantendo uma acessibilidade permanente, a loja do site Quarto de Jade divide-se em seis secções diferentes cujos trabalhos visuais têm por raiz ou simbiose uma estreita ligação com as palavras; nomeadas ou escritas. Pintura, gravura, ilustração, pranchas originais de banda desenhada, livros e serigrafias complementam um conjunto de trabalhos disponíveis para usufruto directo, além de acrescentarem às secções não comerciais deste site uma outra visualidade da expressão desenvolvida por Maria João Worm e Diniz Conefrey.

Nesta loja destacamos de forma particular a secção de Livros, sobretudo por aí se encontrarem os títulos das edições Quarto de Jade, cuja primeira edição remonta ao ano de 2007 com Electrodomésticos classificados. Todos os títulos que foram publicados até esta data encontram-se acessíveis para encomenda no site, sem custo de portes. Clicando sobre o quadrado da imagem, será apresentada a capa assim como uma breve descrição dos conteúdos, além das características mais específicas do objecto. Por debaixo desse quadrado, clicando na indicação de PDF, poderá ter acesso a duas páginas interiores referente à publicação que queira consultar.

Capa do primeiro livro publicado pelas edições Quarto de Jade e o título mais recente, Nagual, de 2017.

Os pagamentos podem ser efectuados por Paypal ou por transferência bancária, neste último caso através do email suporte@quartodejade.com. Das vendas entretanto efectuadas estima-se a entrega por correio normal, em embalagem de acondicionamento apropriado, num prazo de três dias úteis; no caso de Portugal continental. Deixamos pois este convite a conhecer e partilhar livros, em que o cuidado posto não lhes permitem estar acessíveis em qualquer livraria: http://www.quartodejade.com/shop_books.php

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O compositor e trompetista Jon Hassel é um criador visionário de um estilo de musica à qual chamou Quarto Mundo, descrevendo-o como “clássico café-colorido” – um híbrido de musica misteriosa que se desdobra entre a polaridade do antigo e do digital; compondo e improvisando o Oriente e o Ocidente. Nas duas últimas décadas os seus registos construíram um estilo único de trompete vocal (desenvolvido através de estudos com o mestre Indiano de canto Pandit Pran Nath) inspirando uma geração de colaboradores como Brian Eno, Peter Gabriel, Kronos Quartet e Ry Cooder.

Jon Hassel colaborou em gravações de músicos reconhecidos, bandas sonoras, teatro-dança e programas de televisão. O seu disco Fascionoma, de 1999, produzido por Ry Cooder com o mestre de flauta bansi Ronu Majumdar e o pianista de jazz Jacky Terrasson, inspirou uma nova geração de musicos europeus, especialmente trompetistas como Arve Henriksen, Erik Truffaz, Paolo Fresu e Nils Petter Molvaer; todos reconhecendo a influência de Hassel, liderando para lá do centro gravitacional de Miles Davis.

Em 2005, Jon Hassel iniciou uma tournée com a sua nova banda, os Maarifa Street, tocando para novas audiências europeias da Noruega a Madrid, tendo passado em 2013 por Lisboa, onde actuou no Teatro Maria Matos sob o tema Sketches of the Mediterranean: Celebrating Gil Evans. Em paralelo com novos concertos e gravações, mais recentemente, Hassel intensificou o seu trabalho através da publicação do livro The North and South of You. Parte desse trabalho foi realizado numa série de conversas públicas com o seu colaborador musical de à 25 anos, Brian Eno. Ambos têm inspirado profundamente todo o sentido narrativo, cromático e temático das imagens que tenho tido oportunidade de concretizar. Com especial relevo para o livro Meteorologias (Edições Quarto de Jade, 2016), criado directamente dos fluxos musicais que Jon Hassel me tem suscitado; acompanhando os gestos que tomam forma em folhas de papel debruçadas sobre a planura do estirador.

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Lisboa

«Vinte escritores e vinte ilustradores partilham a sua Lisboa secreta, nostálgica, imaginária, histórica, perdida, subterrânea, suja ou utópica. De Guia Ler e Ver no bolso, o leitor, seja ele turista, morador temporário, visitante curioso ou mesmo alfacinha, poderá percorrer os mais inesperados itinerários lisboetas e conhecer diferentes cidades que habitamos no nosso quotidiano sempre feito de memórias longínquas, momentos marcantes, dias horrorosos ou pequenos-almoços corriqueiros.»

Uma breve nota para acrescentar, ao texto da contracapa desta edição da Egeac, que uma das participações neste guia colectivo são 4 páginas da autoria de Maria João Worm, descrevendo sumariamente um percurso que vai do Jardim das Conchas ao Museu da Marioneta. A ilustração contemporânea desta edição conta com autores diversificados, tanto em termos gerecionais como das expressões que lhes são próprias, unidas pelo fio da continuidade temporal.

Lisboa 1

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LMG

A propósito da recente exposição de Luis Manuel Gaspar na Galeria Acert, em Tondela, transcrevemos um pequeno texto da autoria de Rosa Maria Martelo sobre a obra deste poeta ilustrador. A exposição ainda pode ser apreciada até ao dia 20 de Abril do corrente ano:

Associação Cultural e Recreativa de Tondela Rua Dr. Ricardo Mota, 18; 3460-613 Tondela.

Oganização da ACERT, em colaboração com o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa.

 «”Compreender é associar, para a inteligência não há melhor exercício do que a imagem”, escreveu Jean Epstein. E os trabalhos de Luis Manuel Gaspar dão-lhe certamente razão. Entre a natureza e a máquina, entre o humano e o não humano, certas imagens desta exposição descobrem nexos que se fortalecem do prévio afastamento que vêm desfazer. Encontramos o planisfério terrestre nas manchas da quitina de um artrópode, flores que se humanizam num sexo, seres humanos que adquirem traços de um insecto ou de um crustáceo, uma cabeça que também é uma lâmpada e um olho, tecidos cujas dobras se desfazem em folhagem, rostos que admitem uma visão subcutânea, madeixas de cabelo a lembrarem patas de aranha… Tudo desenhado com o máximo rigor, mas entre uma figuração realista e a transfiguração anti-realista resultante das conexões improváveis que nos são reveladas. Se estas imagens nos parecem “muito lentas”, como disse António Barahona, é porque precisamos de as decompor, de analisá-las a partir das sensações contraditórias que produzem em nós. E nesse exercício revelam-se as palavras que as habitam. Muitos dos desenhos de Luis Manuel Gaspar subentendem as palavras da poesia. Não apenas porque a surpresa que provocam pode resultar de articulações metafóricas, de um tropo que liga dois reinos para produzir um terceiro, mas também porque, em muitos casos, os desenhos se destinaram a acompanhar poemas, ou partiram de textos; e ainda porque, nas pranchas dedicadas a vários poetas, encontramos as imagens que Luis Manuel Gaspar quis que víssemos nos versos reproduzidos, ou a par deles. É um mundo onde as imagens da poesia e as imagens visuais se interpelam mutuamente. Livremente. Um mundo para ver, ler e imaginar. Fluido, delicado, irónico e inquieto. E cheio de gravidade.»

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Aproveitamos também para publicar as respostas de Luis Manuel Gaspar ao questionário de Sara Figueiredo Costa para a agenda da ACERT, aquando da programação cultural referente ao período de Janeiro-Março de 2016:

-Parte do teu trabalho de ilustração pode ser visto em capas de livros de poesia. Como decorre esse processo de criar uma imagem que sirva de porta para um universo que se desdobra em tantos pedaços?

O maior desafio é tentar encontrar uma imagem que provoque uma impressão semelhante à que ficou da primeira leitura dos versos, seja essa impressão de mistério, violência ou viagem… A ilustração da capa deve ser exactamente uma porta, que apresenta os poemas mas os deixa intocados para a leitura.

-A tua relação com a poesia não se limita ao trabalho de capista, passando pela edição crítica, pela divulgação, até pela prática. Quase como o «Barnabé», de Sérgio Godinho, o que é que tem a poesia que é diferente do resto?

A poesia é a pedra de toque, a razão de todo esse trabalho. Poesia é o próprio processo: a escrita, a edição, a criação de imagens comunicantes. É também o resultado desse trabalho, quando misteriosamente resulta.

-Criar imagens relacionadas com a literatura, capas ou outros trabalhos — como as bandas desenhadas que fazes a partir de poemas —, cria um outro universo, visual, a partir do verbal. Há mais de complementaridade, de iluminação naquele sentido etimológico da palavra «ilustrar», ou de novo mundo naquilo que fazes?

Procuro um difícil equilíbrio sempre a partir do amor pelo texto. A iluminação dada pelas imagens é algo que se oferece às palavras a partir dos novos mundos que elas nos trouxeram.

 

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ilustr small press

Ilustração de Maria João Worm e Diniz Conefrey para o PSPY 2015.

O Portuguese Small Press Yearbook é uma publicação anual que apresenta, em forma de cátologo (28 x 21 cm), vários artigos relativos ao mundo da pequena edição. Já com 3 anos de existência, a edição de 2014/2015 é dedicado a editores enquanto no número anterior, vários colectivos de artistas que editam livros apresentaram os seus critérios de funcionamento. A editora desta publicação é Catarina Figueiredo Cardoso, publicada por ela própria e Isabel Baraona. O design gráfico ficou a cargo de Pedro Pinto Santos.

Para esta edição fomos convidados a escrever sobre a nossa chancela editorial de que se seguem breves trechos:

«O que nos viria a motivar na chancela Quarto de Jade é esta capacidade transversal permitida pela relação entre as palavras e as imagens, guardando a memória que liga as histórias ficcionadas com a História maior.»

«Partirmos para a auto-edição aconteceu-nos nem sempre por desejo imediato. O facto de não haver editora interessada, fez-nos indo avançando por conta própria. Pode parecer que a Quarto de Jade publica os nossos livros recusados por outras editoras, também já nos aconteceu essa experiência, mas ela levou-nos a publicar o que nos é próprio, com o devido respeito por cada edição, cada uma sentida como única, não havendo uma ideia pré definida de colecção, sendo que a linha editorial reside na nossa liberdade de expressão. »

small press

Além de chancelas editoriais, a edição de 2015 apresenta inestimáveis coordenadas sobre todas as pequenas edições realizadas no ano a que se refere, tanto em livro como em revista, assim como obras de referência (incluindo periódicos electrónicos), livrarias, colecções, bibliotecas e arquivos além de feiras e outros eventos de divulgação. De referir que esta excelente publicação apresenta toda a sua informação em português, inglês e francês.

Links:

http://ptsmallpress.blogspot.pt/

https://www.facebook.com/ptsmallpress/

 

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quartojade

O site Quarto de Jade foi actualizado com novos trabalhos. Continuamos desta forma a divulgar, em várias áreas, tanto a nossa expressão visual mais recente como seguimos, na Galeria, a fixar o rasto da memória daquilo que nos envolveu durante os anos 90 e o início deste século. Este mapeamento exposto passa tanto pela apresentação de portfolios, narrativas gráficas, exposições (virtuais ou registo das que tiveram espaço físico), assim como os pensamentos em sketches que estão na base da imagética ou dos livros, disponíveis para venda através de uma loja online. A visita não tem custos, convidando à partilha de um espaço cujo nome surgiu à 6 anos e que vai seguindo o seu percurso como chancela editorial:

www.quartodejade.com

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EDIT é uma nova feira de edições organizada pela STET – livros e fotografias, que se realiza a 27 e 28 de Junho e terá lugar no renovado espaço da Galeria Monumental (ao Campo Mártires da Pátria), aproveitando as suas várias salas e jardim.

Com o boom editorial que o meio artístico tem vivido nos últimos anos (através da auto-edição e do interesse de editoras e instituições pelo livro de autor), torna-se clara a importância da existência de livrarias especializadas, assim como encontros e feiras que dêem a ver e abram o debate sobre estas publicações. Com a EDIT pretende-se fazer circular publicações que pela sua especificidade, pequena escala e meio em que são produzidas, têm muitas vezes dificuldade em chegar às livrarias generalistas e ao público. Serão apresentas edições muito variadas, algumas são livros, outras são múltiplos em formatos diversos (poster, desdobrável, caixa) e com tiragens variáveis. Haverá editoras e instituições reconhecidas, mas também edições de autor, livros de artista e edições limitadas. Haverá livros que vão da fotografia ao desenho, do design aos livros para crianças, de edições teóricas a fanzines ou revistas de arte.

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Para isso a STET convidou algumas das editoras, artistas, associações, instituições e livrarias de que mais gosta, em todo o país, para mostrarem as suas publicações.

Este ano conta-se coma presença de: 1359, ATLAS, Cine Qua Non, Culturgest, Dois Dias, Fanzines e Martelos, GHOST, HiHiHi, Homem do Saco, Ideias no escuro, Inc., Kunsthalle Lissabon, Oficina do Cego, Pierre von Kleist, Pierrot le fou, Revista 4, Scopio, Fundação de Serralves, Sismógrafo, Sistema Solar, Stollen books, Tipo.pt, entre outras.

Haverá também apresentações, debates e lançamentos de vários autores e editoras.

Durante a feira estará disponível um bar de apoio e esplanada, a funcionar no jardim da galeria.

 

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