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Posts Tagged ‘Ilustração’

z-maquinas

Não tivemos acesso a exame ecográfico anterior. A nível esplénico documenta-se de facto uma formação nodular hiperdensa do pólo superior sem captação valorizável de cromatismo endovenoso. Mancha discretamente irregular, aconselhando-se uma observação continuada sob os batimentos cardiacos do recém nascido. Tem características inespecíficas justificando controlo evolutivo para melhor caracterização da densificação congénita. Não se observam outras lesões focais esplénicas ou hepáticas, apresentando-se o artigo ilustrado com contornos regulares e tendências globalmente homogénias.

É completamente favorável a apreciação directiva do tubo expressivo opacificado, dentro das limitações desta abordagem.

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imagem

O pincel tocou levemente a superfície da água e logo uma mancha de cores, em espirais transparentes, se espalhou em fluídos improváveis, transbordando o olhar da criança. Sentiu uma grande comoção envolvendo-a, como naquela tarde fixada na memória, em que no céu matizado pelas nuvens planavam cromatismos de luz etérea, adensando o sentir de uma existência penetrando o corpo como um eco imemorável. Agora, a água turva pelas cores esfumadas, estagnava lentamente em círculos oleosos; do fundo da sua imaginação vinha ainda aquele movimento inicial. Um toque electrizante tal qual a aspereza do vento a vaguear por dentro da tarde enquanto o dia se inclinava sob o caminho. Parte então a criança para casa, com olhos lacrimejantes de cores, pressentindo que a aurora circula no seu sangue enquanto as habitações humanas parecem consumir o que da memória restou.

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CEGA-REGA

Ilustração

«Nenhuma palavra de apreço pela dureza do caminho andado. Paciência. O teatro do mundo tem palco e bastidores. As palmas da plateia festejam somente os dramas encenados. Que remédio, pois, senão a gente resignar-se e aceitar as sínteses levianas. Nascia do tempo. Muito bem. Ninguém mais ficaria a conhecer a fundura dos abismos em que se debatera. Protoplasma, lagarta, ninfa… Quase que sentia ainda no corpo as fases da transfiguração. Mas pronto, chegara! Agora era receber o calor do presente, e cantar. Cantar o milagre da anodina e conseguida ascensão.»

Miguel Torga, Bichos.

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Vaga nocturna

Nas vagas horas nocturnas desfiam-se conversas em tom intimista, sulcando a voz distante uma procura em ritmos circunspectos, abertos ao destino que as palavras podem abrir no tempo da auscultação. Brilham as imagens em movimentos musculares tépidos e crónicos; procurando soltar as teias dos sentidos, das percepções guardadas nas longas horas de reflexão. Do outro lado o mesmo movimento responde, aturdido pelas ideias imperceptíveis que se tentam conjugar no fundo lacado da voz; uma chama, uma ponta de uma vela que invoca as vivências na sua urgência para se encontrarem. As vozes adormecem de noite, nos fios de telefone que alastram os ecos de batimentos cardíacos em sílabas e vogais. Emerge toda a perplexidade da ausência do corpo, dos gestos, do olhar perdido numa janela aberta por onde entram paisagens avassaladoras, como o batimento das ondas na praia aberta aos ventos do inverno.

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Lisboa

«Vinte escritores e vinte ilustradores partilham a sua Lisboa secreta, nostálgica, imaginária, histórica, perdida, subterrânea, suja ou utópica. De Guia Ler e Ver no bolso, o leitor, seja ele turista, morador temporário, visitante curioso ou mesmo alfacinha, poderá percorrer os mais inesperados itinerários lisboetas e conhecer diferentes cidades que habitamos no nosso quotidiano sempre feito de memórias longínquas, momentos marcantes, dias horrorosos ou pequenos-almoços corriqueiros.»

Uma breve nota para acrescentar, ao texto da contracapa desta edição da Egeac, que uma das participações neste guia colectivo são 4 páginas da autoria de Maria João Worm, descrevendo sumariamente um percurso que vai do Jardim das Conchas ao Museu da Marioneta. A ilustração contemporânea desta edição conta com autores diversificados, tanto em termos gerecionais como das expressões que lhes são próprias, unidas pelo fio da continuidade temporal.

Lisboa 1

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pup 5

David A. Carter, 600 Black Spots. Nova Iorque: Little Simon, 2007.

Campo Grande, de 17 Maio a 9 Setembro de 2016.

«Esta exposição resulta do encontro de dois coleccionadores de livros. André Garcia Pimenta colecciona livros mecânicos. Catarina Figueiredo Cardoso colecciona livros de artista e de edição independente. Confrontando as suas colecções, concluíram que estas se interseccionavam precisamente nos livros mecânicos. E são complementares: enquanto André Garcia Pimenta colecciona livros mais antigos, desde o início dos livros mecânicos, Catarina Figueiredo Cardoso colecciona livros contemporâneos.

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Harold Lentz, The Pop-Up Pinocchio. Nova Iorque: Blue Ribbon Books,1932.

«Pop-up» («aparecer» ou «surgir» em português) é o termo inglês utilizado universalmente para designar livros em que a abertura de uma página dupla provoca um movimento que faz com que elementos recortados, dobrados e colados se levantem para formarem uma figura tridimensional. Reciprocamente, o fechar da página faz colapsar a figura tridimensional, regressando o livro ao seu aspecto tradicional de códice fechado. O termo «pop-up book» foi registado em 1932 pela editora nova-iorquina Blue Ribbon, com o livro Pinocchio de Harold Lentz.

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Raphael Urwiller, Mayumi Otero, Momotaro. Estrasburgo: Icinori, 2011.

Os livros pop-up podem ser muito simples ou de uma enorme complexidade, livros únicos ou grandes produções de centenas de milhares de exemplares usando sofisticadas técnicas de corte e de impressão. Mas a sua montagem é sempre um processo manual.

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Ernest Nister, The Land of Long Ago. Londres: Ernest Nister, 1898.

A exposição está organizada em três partes.

A primeira parte apresenta exemplos clássicos de pop-ups. Alguns são livros do Séc. XIX, outros da primeira metade do Séc. XX. São também clássicos pelos temas que tratam: o mundo das crianças, contos infantis, abecedários e numerários.

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Jean-Charles Trebbi, Angel Dance. Nº1/10. Pountault Combault (França): o autor, 2011.

A segunda parte é dedicada a artistas contemporâneos especialmente importantes no contexto da produção industrial de pop-ups, e a artistas que usam o pop-up como componente relevante da sua prática.

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Matthew Reinhart & Robert Sabuda, Folha de produção de Dragons & Monsters.

A terceira parte mostra o lado escondido do pop-up industrial: maquetes e esboços, as folhas impressas com as peças, os cortantes.» (Excerto do texto da folha de sala) André Garcia Pimenta – Catarina Figueiredo Cardoso.

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S. Louis Giraud, Daily Express ABC. Londres: S. Louis Giraud, 1932.

 

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Ug (Philippe Ug), Pixomatic. Nº47/100. Liancourt (França): o autor, 2008.

 

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Catarina Leitão, Uplift. Nº5/5+1PA, assinado pela autora. Nova Iorque: a autora, 2008.

 

pup 11

Damien Schevaert-Brossault, Farandole Celeste. Nº1/8, assinado pelo autor. Vitry sûr Seine (França): Imaginalia, 2010.

 

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Matthew Reinhart, Robert Sabuda, Dragons & Monsters: miolo do livro. Assinada.

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Cartaz-Facebook

O Festival de BD de Beja 2016 realiza-se este ano entre os dias 27 de Maio e 12 de Junho, celebrando a sua 12ª edição.

Desta vez num novo formato, abraçando exclusivamente o Centro Histórico da cidade. O Festival inaugura no dia 27 de Maio, sexta-feira, às 21h00 horas, no Pax Julia – Teatro Municipal, o núcleo principal deste encontro dedicado à banda desenhada, e onde se centrarão boa parte das exposições e da programação paralela. Destacamos aqui a exposição dedicada à chancela editorial Quarto de Jade, apresentando diversos originais que fazem parte dos livros até agora publicados; além de esboços e outro material preparatório.

Nessa mesma noite (e na seguinte) o evento encerra às 3h30 da manhã, já que a programação será ocupada com os Concertos Desenhados no Largo do Museu Regional (mesmo ao lado do Pax Julia).

O primeiro fim-de-semana (27, 28 e 29 de Maio) será completamente preenchido com a apresentação de projetos, sessões de autógrafos, conversas, concertos desenhados, lançamento de livros, workshops, etc., e reunirá todos os autores representados nas 23 exposições patentes ao público.

Dia 28 de Maio, sábado, na cafetaria do Pax Julia – Teatro Municipal, a Quarto de Jade apresentará às 15.45h o livro «Meteorologias» de Diniz Conefrey e das 18.00h às 19.30h estaremos presentes no Largo do Museu Regional para uma sessão de autógrafos no Mercado do Livro. Todos os nossos títulos vão estar disponíveis para venda na banca da livraria Dr Kartoon.

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Links para mais informações:

Catálogo descritivo das Edições Quarto de Jade.

Exposição virtual de «Os Labirintos da Água» e «O Livro dos Dias».

Loja de Livros do site Quarto de Jade. Nos PDF’s poderão aceder a duas páginas das respectivas publicações.

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