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KAMA SUTRA

«O Kama Sutra (aforismos do amor) foi escrito na Índia algures entre o século I e V d.C. Diz-se que o seu autor foi Mallanga Vatsyayana mas pouco se sabe ao certo sobre ele, além do texto do Kama Sutra em si, que afirma “tendo sido compilado de acordo com os perceitos das Escrituras, para benefício do mundo, por Vatsyayana enquanto este levava uma vida de estudante de religião, emerso na contemplação do Divino”.

As Escrituras em questão eram, claro, os livros sagrados do Hinduismo, a religião dominante na Índia, e isto explica como um livro utilitário sobre o amor profano poude ser compilado por um estudante de religião. Ao contrário da maioria das religiões, o Hinduismo não é exclusivamente omisso das aparências, vendo as actividades humanas direcccionadas para três fins: Dharma, a aquisição do mérito religioso; Artha, o alcance de objectivos sociais e políticos, incluindo a saúde pessoal; e Kama, que inclui o amor e o prazer dos sentidos do outro. Nos tempos de Vatsyayana, apesar do mérito religioso ser sem dúvida considerado como importante, Artha e Kama não eram apenas tidos como legítimos mas, seguidos com preceito, tinham a sua própria parte no esquema divino das coisas. Em Kama, por exemplo, e especialmente na união sexual, um homem e uma mulher reencenavam a própria criação do cosmos.

Dharma, Artha e Kama todos foram mencionados em textos clássicos que pretendiam ser de leitura geral. O Kama Sutra reclama que é, essencialmente, uma compilação de outros trabalhos muito anteriores mas, se assim for, a sua qualidade é tal que esses textos desapareceram sem deixar rasto. Na Índia o Kama Sutra tornou-se o guia definitivo para as relações humanas – de tal maneira que a literatura Hindu está repleta de referências directas a ele, enquanto a sua influência na escultura e pintura é evidente.»

Douglas Mannering para a edição inglesa de 1994, ©Parragon Book Service Limited.

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O novo título das edições Quarto de Jade viaja por uma prateleira onde se encontram, ocasionalmente, o Orso e a Bambola. Garante a janela do fundo que o jarro de 1/2 litro e o copo de 2 decilitros acompanham,  do armário desta casa, a passagem das 28 páginas que constituem este livro. Desta edição de 150 exemplares de capa dura, com uma folha desdobrável, a nossa chancela fez uma edição especial de 50 exemplares, numerados, contendo uma ilustração original. Nestes livros há diferentes constelações que esperam por um asterismo.

A edição numerada está disponível neste link: http://www.quartodejade.com/shop_books.php

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Sou o colosso sentado que se esqueceu depois da chuva, da trovoada e das tonalidades cinzentas o tempo que se revolve compacto. Um monstro por estar fora da sua época, da humanidade a que pertence: inquilinos da indiferença por obras que realizam sem serem. Sou esse colosso que olha com suspeição a turba miraculosa de consciência ausente. Quero apenas ser um monstro sentado que escuta em silêncio os horrores, noite fora, expelidos pelas televisões.

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