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Posts Tagged ‘Livros’

Foi com agrado que lemos na mais recente edição do JL, de 16 a 29 Novembro, uma recensão de João Ramalho Santos sobre o livro «Área», de Diniz Conefrey, da qual deixamos uma breve passagem:
«Com a sua tiragem microscópica e detalhado trabalho editorial, este é uma impressionante obra de autor, que, no entanto, nada tem do tom de satisfação autorreferencial que essa designação tende a implicar. «Área» é um livro multifacetado, cujos vários universos se metamorfoseiam, cujas camadas se vão revelando e interpenetrando em múltiplas leituras…»

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No fim-de-semana de 15 e 16 de outubro, entre as 11h00 e as 18h00, o Museu Bordalo Pinheiro recebe mais uma edição do Mercado de Ilustração e BD, que desta vez reúne cerca de vinte expositores, realiza vários lançamentos e conversas, organiza oficinas de ilustração e BD para todas as idades e apresenta ainda uma pequena mostra de filmes de animação.

Participantes: AguçaAvesso & TRavessoChili Com Carne • Revista dose • Ediciones Modernas El EmbudoErva Daninha Press (sábado) • Estúdio BulhufasFiascoGalhoIt’s a Book (domingo) • La LecheLegendary BooksMAGO studio • Massacre (sábado) • Oficina LobaPprviewPIM ediçõesPlaneta TangerinaPonto de FugaQuarto de JadeStolen BooksTASCO/Vicara Design • The Lisbon StudioEditorial Project (VIRA)

PROGRAMA

Sábado, 15 OUT
11h00: Workshop de BD com Filipe Abranches, à volta do imaginário de Bordalo Pinheiro
15h00: Workshop de Cartazes Ilustrados com Mantraste15h00: Apresentação da Coleção e Biblioteca Online do Museu Bordalo Pinheiro
16h00: Lançamento da revista finlandesa Kutikuti (nº 65, edição especial dedicada à BD portuguesa contemporânea)
16h30: Oficina de ilustração “Envio postal”, com Inês Viegas Oliveira
17h00: Conversa com Pedro Vieira de Moura e Marcos Farrajota

Domingo, 16 OUT
11h00: Oficina “Livro Mutante”, com Carolina Celas
15h00: Conversa “Área – Raízes e sinapses”, com Diniz Conefrey e Maria João Worm (Quarto de Jade)
16h00: Mostra de Curtas de Animação (com filmes de André Ruivo, Catarina Sobral e Henrique de Abreu Gouveia)
17h00: Apresentação sobre as Ediciones Modernas El Embudo, com Gustavo Puerta Leisse
ENTRADA GRATUITA

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Agradecemos  a todas e todos aqueles que estiveram no passado dia 20, na esplanada da livraria Tinta nos Nervos, para  partilhar connosco uma conversa em torno do livro mais recente das edições Quarto de Jade. Nesta fase, temos contemplado tiragens mais reduzidas e, consequentemente, um preço de capa mais elevado. Mas o cuidado que colocamos em cada edição é agora redobrado, apresentando-se esta forma como sendo a mais consentânea entre as nossas propostas narrativas e os leitores interessados em lhes conferir um apreço de sustentabilidade. Deixamos aqui uma breve recensão, pela voz de Pedro Moura, para que possam conhecer melhor este livro – disponível nas livrarias ou através da loja do nosso site.

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Será pela descida, entre a ruína da construção humana, que o homem da sequência inicial irá reconhecer em si, frente ao espelho, o encontro. Iniciando-se assim a palavra, a possibilidade de escrever no caderno que permanecerá como objecto de corpo possível para registar. Tanto o humano como o que, através dele, o transcende.

Para além do modo como o livro segue em sequência e assim colmata a imprecisão temporal, o facto de haver ao início uma descida para o interior da construção humana atende ao que irá acompanhar todo o desenvolvimento narrativo que é imerso, tanto nas entranhas da terra como nas múltiplas referências ao elemento água.

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Seguindo uma modulação através de uma história que se passa no futuro, este livro toma como corpo a possibilidade de se abrir através de uma linguagem narrativa cuja montagem se baseia, essencialmente, na convergência de outros livros, de autorias diversas, recriando um espectro no qual a sucessão flui como um pensamento, despoletando memórias.

Em simultâneo, as memórias anteriores fazem parte desta nova respiração: raízes e sinapses convergem num ritmo onde a fixação das palavras se faz no interior do seu sentido visual.

Da autoria de Diniz Conefrey e publicado em Julho de 2022, com uma tiragem de sessenta exemplares, encontra-se disponível para venda através do site Quarto de Jade:

http://www.quartodejade.com/shop_books.php

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TENSE DRILLS

Esta série de poesia-colagem teve como ponto de partida o livro epónimo de gramática inglesa de L. W. Giggins e D. J. Shoebridge (Londres/Hong Kong, Longman, 1970). Algumas frases procedem (mais ou menos textualmente) dos exemplos dados nesse volume, já que o plano primitivo era fazer uma espécie de pseudo-manual ilustrado sobre tempos verbais. A certa altura, presente, pretérito e futuro enovelaram-se e perderam boa parte da função estrutural que tinham no início; a série tomou outro(s) rumo(s), e as imagens e ideias que foram aparecendo pediram-me outras palavras. Forma e espaço foram, desde o começo, considerações importantes – e ritmo e rima (por enviesada que seja em muitos casos) surgiram de modo espontâneo, para complicar estes «exercícios» cujo único interesse prático foi o de me manterem ocupado durante os períodos de confinamento de 2020 a 2021.

A maioria das figuras provém de números avulsos das revistas Paris Match e Life en Español, e o texto foi dactilografado na minha velha Antares 20T Efficiency. Esta ligação física com o passado tornou-se importante para a série e uma parte significativa do prazer de a construir.

Rui Pires Cabral

Tense Drills. Edições do Saguão, 2021

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“It was February 24, 2004, 08:27 AM, on the Comics journal Messboard.” This is the first phrase of my blog, The Crib Sheet. What happened at that particular day and particular hour was that I, fed up with the accusation of not liking comics, decided to write a list of my favorite ones. With that list my answer was: I like comics, I just don’t like the same comics you like. This is the genesis and explanation of this book’s subtitle, “My Comics”. On the other hand, if you insist that I don’t like comics because what’s in this book are not precisely cartoonists, don’t worry, I like them too, they’re just not here yet because I divided the comics corpus in two: The Extended Field and The Restrict Field. This book is, then, an anti-essentialist stance, a cry of freedom from India Ink on board, if you like…

Domingos Isabelinho was born in Lisbon in 1960. He contributed to several magazines, catalogs of comics conventions in Portugal and other international comic art editions. He was invited, also, to the seminar Aesthetics of Contemporary Comics in Oslo, Norway, 2012.

Published by Chili com Carne and Thisco. Lisbon, 2022.

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Boas festas. Subimos a única Lua. Esta é recortada em papel, um aparo preso a um fio de prumo de palavras que se acertam. Pulsar de recriação recebendo os gestos atentos de leitores improváveis.

Os olhos tocam as folhas temperadas pelas cores e os livros imaginados tomam a sua forma para habitar a casa dos outros.

Tempo sem pregas, sentir o caminho no canto possível de um novo ano: suspensa manhã sobreposta, a respiração nas voltas listradas de uma casca de caracol.

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Fotografia: Museu Bordalo Pinheiro

Agradecemos a todos os que estiveram presentes, assim como aqueles que, sabendo do evento, não puderam comparecer. Seja por razões de ordem particular ou por quaisquer outras. Na passada sexta feira, com a participação do escritor Alexandre Sarrazola, confluimos pelo diálogo em torno das edições Quarto de Jade, no Museu Bordalo Pinheiro, onde estamos a expor livros e originais até dia 7 de Janeiro.

Assumimos, nestes dez anos, os livros que fazemos como entidades organicamente coerentes ao se apresentarem na sua individualidade, aparentando-se não como sucedâneos mas vozes de um corpo comum. Um pouco como uma pequena floresta que se vai ordenando pelas suas características naturais, encontrando o seu equilíbrio. Por isso nunca partimos de uma estratégia editorial à priori ou de um modelo gráfico uniformizado. Para nós, cada livro obedece ao ritmo das suas particularidades temporais e processuais, para finalmente amadurecer e tomar forma ficando disponível aos seus leitores.

Ao longo deste tempo podemos reconhecer duas vertentes nos livros que publicamos: O livro como objecto e a narrativa gráfica como ensaio. Naturalmente, um livro por si só já é um objecto. No entanto, estes tomam uma forma particular no caso dos exemplares de Maria João Worm: nos três primeiros livros é pedido ao leitor que não se limite a ler mas que intervenha no livro gestualmente, abrindo-o, por exemplo, num desdobrável de folha única; noutro caso, em harmónio também podendo ser folheado ou o convite de transformar a publicação através de recorte, para dar forma a quatro cubos que se desdobram por três imagens, acompanhando o ritmo de um pequeno poema. Nos restantes, mesmo no caso da forma regular das páginas que se folheiam, os livros desta autora têm sempre uma intervenção original ou particular. Tanto no manuseamento táctil através da colagem de estampas, bem como por intervenções directas de monotipias ou pequenas ilustrações particularizando cada exemplar, dentro da tiragem dessa edição.

Fotografia: José Frade/EGEAC

Dentro desta linha, na qual cada livro que fazemos e publicamos tem a sua individualidade própria, o trabalho de Diniz Conefrey apresenta-se com frequência no campo da narrativa gráfica. Correntemente denominada por banda desenhada, desde sempre tivemos a impressão que esta linguagem pode ser tudo o que fizermos dela. Até porque a sua riqueza reside na circunstância de se tratar de uma forma de arte híbrida – balanceando entre os princípios da narrativa escrita e da narração visual – surgindo aos leitores com mais enfâse na simbiose entre ambas mas tendo como possibilidade linguística abordagens de maior ambiguidade estética.

Nesse sentido, procuramos na narratividade um contraponto ao modelo mais corrente, sujeito à “tirania da intriga”, ligado a uma estrutura próxima do romance: há um equilíbrio inicial, um incidente incitante que rompe esse equilíbrio, um conflito e, no final, o retomar de um novo equilíbrio. Se tivermos em conta que no universo musical, por exemplo no jazz moderno, um tema tem as suas ressonâncias próprias mesmo que não inclua “letras”, então, mesmo imagens que não sejam figurativas desencadeando uma dramaturgia sequencial poderão estar a confluir para uma diegese cuja matiz se desenvolve noutro campo mais próximo a uma meta-linguagem. Daí o interesse no abstraccionismo, enquanto expressão concreta de modulação narrativa, ou o diálogo desta com a figuração naturalista. Podendo apresentar-se, também, em complementariedade com a palavra escrita – ou não. Estas zonas levantam, quanto a nós, aspectos inerentes à narrativa gráfica mais próximas das nuances intimistas e temporais presentes em poemas que, ao não contar, se desenrolam como uma espiral em suspensão. Nesse sentido poderíamos dizer que um poema é uma imagem que fala, e uma imagem um poema silencioso.

Para nós um livro é uma expansão delicada, reflectindo um olhar de vivência por horas de trabalho solitário para finalmente tocar, através da partilha, quem o queira receber num espaço de encontro comum.

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A exposição que vamos apresentar no Museu Bordalo Pinheiro, com início a 13 de Outubro de 2021, insere-se no âmbito comemorativo dos dez anos de existência do selo editorial Quarto de Jade, complementando a exibição Entre Mundos, que decorreu entre Maio e Junho na Livraria-Galeria Tinta nos Nervos.

Se na primeira mostra, desta colaboração entre a Livraria e o Museu, a incidência foi no trabalho gráfico individual dos autores Maria João Worm e Diniz Conefrey, agora a exposição Ouvido Interno – orgão do qual resulta o logótipo da Quarto de Jade – circunscreve-se exclusivamente a originais ou livros que foram publicados na chancela editorial que ambos partilham.

Ficam desde já convidados a visitarem esta resenha da nossa deriva editorial. Em complemento, disponibilizamos o link para a exposição A Flor da Pele no nosso site: http://www.quartodejade.com/gallery_exhibitions.php?id_authors=1

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