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Posts Tagged ‘Livros’

 

Esta chancela editorial de Lisboa ganhou forma com a edição do livro Os Animais Domésticos, em 2011, logo após a edição de Electrodomésticos Classificados. A linha editorial da Quarto de Jade deriva da articulação entre a palavra e a imagem. Nesse sentido tem realizado as suas edições em duas vertentes: O livro como objecto e a  narrativa gráfica, sendo que ambas as abordagens emergem de um sentido poético.

Maria João Worm

A consciência do tempo levou-me ao cinema de animação na Escola António Arroio, depois fiz um curso técnico/profissional de cerâmica. De escultura no Porto transferi-me para pintura na Faculdade de Belas Artes em Lisboa. Colaborei em  revistas, livros e jornais, publicando ilustrações e narrativas gráficas. Tenho usado a técnica de linogravura e para mim é um encontro feliz entre escultura e pintura. Das exposições de pintura e gravura destaco A colecção particular de “A” em 2006 na galeria Monumental e A Fonte das Palavras em 2013 na Casa das Histórias Paula Rego. Em 2011 recebi o Prémio Nacional de Ilustração, com o livro Os Animais Domésticos, edições Quarto de Jade.

Diniz Conefrey

Poeta e ilustrador lisboeta que tem na Cidade do México uma morada sentimental. Adicionou à formação autodidacta o curso de desenho, na Sociedade Nacional de Belas Artes. Desde à vários anos que publica em jornais, revistas e editoras a par de ter efectuado alguns cursos de formação.  Além das exposições que incluíram os seus originais, tanto em Portugal como na Bélgica, Brasil e França, foi bolseiro do Estado mexicano em 2005, 2007 e 2015. Criou, com Maria João Worm, a chancela Quarto de Jade onde edita alguns livros da sua autoria.

 

 

 

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As edições Quarto de Jade têm um novo título: Planície Pintada, livro de narrativa gráfica que inclui quatro textos provenientes de etnias indígenas da América do Norte. As adaptações tiveram como base diversas versões publicadas, tanto em português como em inglês, sujeitas à interpretação dos autores. Diniz Conefrey e Maria João Worm reuniram estes relatos de forma a expressar várias modalidades temáticas; uma narrativa mítica, um sonho, uma história do quotidiano, finalizando com o discurso de Seathl (elaborado inicialmente pelo Dr Henry A. Smith). Este livro tem um formato de 19 x 27 cm, incluindo 96 páginas, e está disponível na loja do site Quarto de Jade.

Árvore Tília.

Alce Negro Sonha.

A Sabedoria.

Memória.

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This post is part of Aarnoud Rommens essay «‘Deep’ Time in Times of Precarity: Experimental Comics as ‘Dark Matter’». In this editing we only publish the section regarding the book Meteorologies, without the notes included in the original text, and it will be presented divided in two parts.

Diniz Conefrey’s Meteorologies is an abstract comic in small format published in 2016, in limited print run, issued by the author’s minor, independent Portuguese publishing house. The comic consists of four stories or episodes, with the titles “Membrana Fóssil” (Fossil Membrane), “Pequenos Mundos” (Small Worlds), “A Matéria do Vento” (Wind Substance), and “Tornado a Casa” (Home Tornado). Though wordless, the comic uses common narrative techniques while evacuating recognisable shapes and figures. Yet, this does not mean that Meteorologies does not tell a story. Like other abstract comics, it can be read as a reflection on the medium itself, as a “formal drama” as Andrei Molotiu puts it in the introduction to the anthology Abstract Comics: “Panel rhythm, page layout, the sequential potential of colour and the panel-to-panel play of abstract shapes have all been exploited to create potent formal dramas and narrative arcs.” This certainly holds for Meteorologies. Furthermore, the comic couples the architecture of panel and page breakdown with distinctive changes in drawing styles to reflect on time and rhythm. The shifting style of the drawings, the panel sequencing, and page layout occasion a reflection on multiple, interwoven temporalities: the duration and varying cadences of reading, the speed, and intensities of drawing, as well as the relation between historical, human-scale time and deep, anti-human, geological time.

Except for the three-panel pages in the opening story “Fossil Membrane,” the individual pages establish a regular two-step beat. In fact, the facing pages are like a large white ground against which four smaller canvasses are placed, thus making the 4-step beat into the ground cadence of the comic. Seemingly ending in a ‘fade-out,’ Meteorologies invites us to read left to right, end to beginning, downside-up, transversally, back to front, and so on, as each image seems to echo the other. The sequentiality typical of alphanumerical decoding — the way one usually reads comics — contends with the modularity of serial recombination occasioned by visual motifs. Meteorologies is expressly presented as a constellation of images.

Throughout the comic there are conspicuous shifts in pacing. At specific intervals, the drawings overflow their grid-cell, expanding and contracting, slowing down and accelerating. Such moments of intensity break up the flow, but calm is eventually restored in a sea of white, the blank page. Meteorologies thus explores the intimacy of reading time whose duration is unpredictable given the resistance abstraction poses to legibility. But it is this resistance that makes the comic so interesting. Its images a kind of Rorschach test, the comic sets loose the demon of visual analogy through its associative potential. Of course, the titles push the associative logic in a certain direction: Meteorologies, “Fossil Membrane,” “Small Worlds,” “Wind Substance,” and “Home Tornado” belong to acertain register that makes the chain of associations less arbitrary. Like words in a poem, they invite the daemon of analogy, leading to infinite visual-verbal associations. Furthermore, this also ensures that the comic is not just a self-reflexive work, a style exercise. It also speaks directly to our historical moment.

The drawings conjure up scientific imagery, intimating a link with — amongst many others — geology, climate maps, microscopy, palaeontology, stratigraphy, sound waves, billowing clouds, blood circulation, seismographic records or even the million years old, inhuman beauty of mineral stones, as explored by Roger Caillois in The Writing of Stones, for instance. The comic appropriates the plethora of today’s “informational images” circulating in mass media, touching on the fields of bio-technology, medicine, astronomy, climate maps and charts indicating climate change, the weather report, and so on. As such, Meteorologies embeds itself in the history of scientific imagery, those images not studied in art history and usually not read in aesthetic terms, but which nonetheless constitute a vast quantity in overall image production. Similarly, Meteorologies inscribes itself in discussions of the Anthropocene, whose visual rhetoric depends on these kinds of images as proof to command belief. The work is radically anti-human: there are no characters, the temporal and spatial coordinates where the ‘story’ unfolds are unfathomable. If Meteorologies is a mapping, it might map on the microscopic as well as the astronomical scale.

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No dia 11 de Novembro, Domingo, estaremos pelas 15.30h no auditório do Festival de BD da Amadora para apresentar os livros L’Orso Borotalco e la Bambola Nuda Italiana, de Maria João Worm, e o poema gráfico Nagual, de Diniz Conefrey. A seguir a esta apresentação estaremos presentes para uma sessão de autógrafos, tanto para quem já tenha os nossos livros ou para aqueles que os queiram comprar, neste caso na livraria Dr. Kartoon como na Chili com Carne, ambas presentes no espaço comercial deste evento.

O site Quarto de Jade surgiu da afinidade que Diniz Conefrey e Maria João Worm sentem, apesar de terem expressões gráficas distintas. A Quarto de Jade ganhou corpo como chancela editorial com a edição do livro Os Animais Domésticos, em 2011, logo após a edição de Electrodomésticos Classificados. Em 2013 editamos O Amor Perfeito (um livro que se transforma num objecto, para seguir o ritmo de um pequeno poema) e Os Labirintos da Água (completado pela sequência «A máquina de emaranhar paisagens» com que inicialmente tinha sido pensado). Já em 2014, coeditado entre a Quarto de Jade e Pianola Editores, surge O Livro dos Dias. Nos anos seguintes editamos os livros Histórias Naturais, O Barqueiro com a Palavra Debaixo da Língua, Meteorologias, Nagual e Afluentes de Adobe. Uma das publicações mais recente da Quarto de Jade, de 2018, sobrepõe a ilustração e o cartoon num livro com o título L’Orso Borotalco e la Bambola Nuda Italiana, da autoria de Maria João Worm. Em desenvolvimento encontra-se Planície Pintada, um trabalho de banda desenhada que tem vindo a ser realizado conjuntamente e que será publicado durante o próximo ano.

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As edições Quarto de Jade vão estar presentes na primeira edição da «Feira Gráfica – Lisboa / Mercado de edições». Este evento realiza-se a 27 e 28 de Outubro (o último fim-de-semana do mês), no Mercado de Santa Clara, à Feira da Ladra, entre as 12h00 e as 20h00.

Com organização de Emanuel Cameira (Postas de Pescada), Filipa Valladares (STET – livros & fotografias), Gonçalo Duarte (Oficina Loba) e Xavier Almeida (Estrela Decadente), trata-se de um evento que procura juntar no espaço do Mercado de Santa Clara, em Lisboa, várias iniciativas micro-editoriais, de diferentes pontos do país, ligadas ao livro (de literatura, ilustração, fotografia) mas também a outros universos de criatividade contemporânea constituídos por revistas/jornais culturais e/ou publicações de autor como as fanzines ou impressões de diverso tipo (em serigrafia, gravura, risografia, etc.).

Além da venda propriamente dita de publicações, a Feira contará também com um programa de lançamentos e conversas (em torno de temas ligados à prática da edição, na actualidade), incluindo ainda dois concertos. Clicando no menu Edições, sobre o cabeçalho desta página, poderá ter acesso ao catálogo dos livros da Quarto de Jade que estarão disponíveis para venda ou simplesmente conhecer, durante os dois dias em que se vai realizar este encontro.

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«A sabedoria». Desenho de Diniz Conefrey e linóleo de Maria João Worm.

Estamos a preparar um novo livro que contamos publicar no inicio do próximo ano. «Planície Pintada» começou a ser pensado há nove anos atrás quando trabalhamos numa segunda versão da narrativa «Seattle», da qual existe uma entrada neste blogue. Partimos de uma selecção de quatro textos provenientes de culturas nativas da América do norte, trabalhando com base em traduções disponíveis na língua portuguesa, as respectivas versões em Inglês e a nossa própria tradução/interpretação. O numero quatro foi assumido por ser uma referência simbólica, importante no seio destas culturas. As histórias escolhidas reflectem diversas modalidades temáticas que vão da narrativa mítica, um sonho, um episódio da vida quotidiano e por fim o texto do Dr. Henry A. Smith, aludindo a uma série de questões que se levantavam nesses territórios no final do século XIX. Sobretudo queremos, com este novo livro, dar espaço a uma recriação de narrativas criadas por algumas etnias norte americanas, acrescentando assim um outro valor às histórias de aventuras romanceadas.

 

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Nos próximos dias 14, 15 e 16 de Setembro o Festival de Banda Desenhada de Bruxelas acolherá a exposição “Bande Dessinée Portugaise – 22 Auteurs Contemporains”, organizada pela Embaixada de Portugal em Bruxelas, pelo Instituto Camões de Bruxelas e pelo Município de Beja/Bedeteca de Beja.

Estaremos incluidos nesta apresentação, que é uma visão necessariamente estreita, já que representa uma pequena parte do movimento artístico português nesta área (pranchas de 22 dos mais de 200 autores de banda desenhada a trabalhar regularmente no nosso país).

Também estarão presentes várias editoras portuguesas, como a Quarto de Jade ou a Pianola Editores. Deixamos aqui o nosso contínuo agradecimento ao Paulo Monteiro e o link do Festival:www.fetedelabd.be.

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