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Posts Tagged ‘Diniz Conefrey’

BEYOND APPEARENCE

Poetry launch your life in a more subjective way. Thinking as an individual you get a core of lectures and interpretations more linked with your personal experience, even if you continue to get influence from your social landscape. For instance, white for us is simply white, it don’t get much resemblance. For an Inuit white have a wider scope because they live in a landscape with many whites. We tend to see faces in abstract forms in daily life; on woods or in marble stones. But they are not there, we are only projecting ourselves; our species. I agree that is language and the notion of  ego that creates most of resemblances. It’s a clear sign of communication. Analogy is our brain capability, to interpret things beyond its appearance. As closer you are from forgetting yourself, much closer you are to the real world.

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Agradecemos  a todas e todos aqueles que estiveram no passado dia 20, na esplanada da livraria Tinta nos Nervos, para  partilhar connosco uma conversa em torno do livro mais recente das edições Quarto de Jade. Nesta fase, temos contemplado tiragens mais reduzidas e, consequentemente, um preço de capa mais elevado. Mas o cuidado que colocamos em cada edição é agora redobrado, apresentando-se esta forma como sendo a mais consentânea entre as nossas propostas narrativas e os leitores interessados em lhes conferir um apreço de sustentabilidade. Deixamos aqui uma breve recensão, pela voz de Pedro Moura, para que possam conhecer melhor este livro – disponível nas livrarias ou através da loja do nosso site.

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Seguindo uma modulação através de uma história que se passa no futuro, este livro toma como corpo a possibilidade de se abrir através de uma linguagem narrativa cuja montagem se baseia, essencialmente, na convergência de outros livros, de autorias diversas, recriando um espectro no qual a sucessão flui como um pensamento, despoletando memórias.

Em simultâneo, as memórias anteriores fazem parte desta nova respiração: raízes e sinapses convergem num ritmo onde a fixação das palavras se faz no interior do seu sentido visual.

Da autoria de Diniz Conefrey e publicado em Julho de 2022, com uma tiragem de sessenta exemplares, encontra-se disponível para venda através do site Quarto de Jade:

http://www.quartodejade.com/shop_books.php

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Casa – Corpo. Dentro, as lâminas de papel. Um espelho, luminosidade febril… Rastos de vibração, sopro delicado. Tempo, por dentro e por fora, nas paredes desamparadas do corpo. Aí, no silêncio, o olhar macio tacteando as formas, as côres, abrindo-se súbitas as lamelas em gestos respirados.

Confluência do plano, um gradiante de sombras acordadas traçando levas bruscas no destino. Regressar ao ponto. Aquele ponto, imersão, contexto suspenso entre a fluência da escala – os nós – arquitectura de amplitudes, segmentos de emoção. O observador é o observado.

Um espectro radiante no ciclo de um dia.

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A ideia estava instalada, desde alguns anos atrás. No entanto, foram necessários vários segmentos temporais até se tornar mais claro qual seria o tom, a têmpera da qual as linhas escritas vão delinear uma forma, partindo da substância poética electiva. O terreiro desfiando a singularidade das pequenas narrativas, aparentemente circunscritas ao seu modo particular. Em simultâneo, poderia entender-se o alcance contido nesses fragmentos, no sentido da recriação permanente de um espectro no qual se insere todo um destino comum.

Uma extensão fictícia de tempo, contida por um sulco no qual se ligam sucedâneos de articulações incertas. Talvez um modo em que matéria e pensamento despoletem sensibilidades, segundo uma narrativa circunscrita a um encontro – uma memória que se insinua por fragmentos. Delta de linhas, rasto de sons, pequenos gestos vibrando, meticulosamente, as reminiscências ao ritmo das palavras diluindo-se, no interior do seu sentido visual.

Ainda assim, para além deste trabalho, um novo livro a publicar brevemente.

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Uma série de ilustrações que sugerem uma síntese do que poderão ser as heranças culturais (anteriores ao antropocénico) que se salientam dos seis continentes terrestres. Quanto à modernidade, ela apenas é contemplada através da Antártida, já que a sua colonização ocorre num período mais recente. As escolhas geográficas não tiveram em conta a possibilidade de subdivisões, evitando assim desdobramentos, possíveis mas que aqui não foram contemplados. Também a tónica saliente para cada uma destas proposições é discutível, como seria natural, dependendo de uma apreciação que tenta colocar o foco numa identidade humana pré-tecnológica.

EUROPA – Luta greco-romana

Uma recriação vinda da antiguidade e, ao que parece, também os soldados de Napoleão praticavam esta modalidade olímpica; já sem estarem nus, barrados de azeite e cobertos de areia. Um wrestling, talvez um “pas de deux”, para imobilizar os ombros do adversário e aceder à sua pronta rendição.

ÁSIA – Meditação

Segundo uma perspectiva terapêutica, a exposição de Quatro Nobres Verdades: 1- Reconhecimento de que todas as experiências condicionadas implicam apego e aversão, causa do sofrimento. 2 – A causa consiste no desconhecimento da natureza da mente e do seu entorno, que leva à separação e dualidade entre o suposto eu e o mundo. 3 – O remédio consiste no nirvana, ou cessação do sofrimento por abolição das suas causas. 4 – A aplicação consiste numa ética em não prejudicar nenhum ser senciente, meditação e sabedoria no conhecimento directo da vacuidade e sacralidade de todos os fenómenos da vida.

ÁFRICA – Ritmo e tradição oral

Cores vivas e grandes contrastes reluzindo os corpos em movimento de músicas, nostálgicas ou felizes, que do continente saíram para o resto do mundo. Um sentir enraizado no coração do povo, nas mentes sem fundador a crença de um ser supremo apenas vivendo do calor que a terra abraçou.

AMÉRICA – Reciprocidade e ecologia

Das sociedades simples ás mais complexas, o valor dos excedentes como forma de manutenção dos equilíbrios sociais e um diálogo com a natureza antes de qualquer outro pensamento. Uma postura que se mantém numa vivência integra, da memória persistindo aos apelos da modernidade.

OCEANIA – Terra dos sonhos e navegação

Ao escutarem as mãos ouviram da montanha dizer um tempo maior que sonha dentro do breve quotidiano: tatuagens ferozes. Navegadores do maior oceano da terra, apenas usando o mapa das estrelas, diagramas de madeira e fibra de coco, chegaram a todas as ilhas, sabendo da suavidade ao deslizar pelas ondas nas enseadas limpas.

ANTÁRTIDA

Das roupagens brancas de um clima extremado onde pulsam anémonas, estrelas-do-mar. Aqui sentem os pinguins, as baleias e as focas tocadas pelo frio intenso; amplo vôo dos albatrozes a circundar o litoral. Ao contrário do que dizem não é um continente desabitado, apenas não tem nenhum governo, não pertence a nenhum país. Continente politicamente neutro, apenas a liberdade de uma comunidade científica, impondo os ventos glaciares uma estreita cooperação internacional.

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O mercado nacional de banda desenhada tem estado tão ativo, e o espaço disponível para falar dele é tão diminuto, que é sempre ingrato fazer escolhas. Por isso, escolhe-se aquilo que talvez menos gente fale.

Como o notável trabalho gráfico de Diniz Conefrey na sua mais recente coletânea de narrativas curtas “Floema dorsal” (Quarto de Jade). “Floema” é o tecido vascular das plantas no qual circula matéria orgânica produzida a partir da fotossíntese, a chamada “seiva elaborada”; por oposição, no “xilema” circulam água e sais minerais (“seiva bruta”). Já “dorsal” implica as costas, onde, nos vertebrados, se desenvolve o sistema nervoso. No trabalho sempre onírico e aqui maioritariamente a preto e branco de Conefrey há essa articulação comunicante entre formas abstratas que evoluem e se interpenetram de forma quase orgânica (“Nas rajadas de um sonho”), ou desequilibram a noção que o leitor tem de abstracto-real (“Impermanência”, “Onde estão as borboletas”).

Texto e cor são aqui elementos raros, o primeiro por vezes estranha-se na sua poética (como no visualmente deslumbrante “Cigarra”), ou surge enquanto contraponto absoluto essencial (“O lugar sem espera”, talvez a melhor sequência, enquanto BD). Já o uso de cor enquanto elemento gráfico é sempre superlativo (“Impermanência”, “Cigarra”), e, apesar da mestria do preto e branco, sentimos muitas vezes a sua falta. Seja como for, o trabalho de Diniz Conefrey transporta sempre para onde nunca sabíamos poder ir.

 João Ramalho Santos, Jornal de Letras de 15/1/2020 

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CENTELHA DO LIMBO

Disponível nas livrarias o novo livro de poesia de Diniz Conefrey, Um Fio Atravessa a Noite. No espanto, as mãos das vozes que transintam entre amplitudes de vida, transformando a respiração por dentro. E transforma em quê? A pergunta está deslocada, transforma-se porquê? Porque de súbito renasce a vontade do olhar. Sem aquela luz fugaz dos espectáculos, apenas uma estação inscrita que sente e que se altera pela combustão das cicatrizes de tudo o que, por intocável, aspira à libertação no veio cortante das palavras. Editado pela Companhia das Ilhas, este azulcobalto de 84 páginas inclui vários poemas por entre diversas inflorescências. Nesta página, apenas o verso final de Centelha do Limbo:

(…)

Mato grosso ondulante, corpos nus;

sentado Ailton pondera palavras

como fruta macia de silabas abertas

por sementes, rio doce sob o vale de aço,

mãos dadas com quem se quer longe

e perto de tudo que fala enrolado

esquinas de saber ou em guarda parada –

copo do corpo tatuagem do espaço

bolsa de tarja larga, fundo caíram os dedos

descendo sozinhos no sonho d’avó

pelo fundo do rio, da espera, tudo recomeçou –

acabou, acabando em nós de folhas virgens

dilaceradas por febres de vozes mansas,

jacarandás chovendo violetas soando –

soando de retorno ao fundo, o mesmo fundo

saindo, uma vez mais, por entre lavores

dos olhos talhados de gretas tremendo

no frio de um rosto suave

sorrindo nos gestos

brandos

que a esperteza calou.

 

 

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Em Abril de 2011 as edições Quarto de Jade publicaram o seu primeiro título, Os Animais Domésticos da autoria de Maria João Worm. Oito anos volvidos apresentamos um novo livro, Floema Dorsal de Diniz Conefrey, um ensaio de 236 páginas que conjuga banda desenhada abstracta e figurativa, no qual se incluem três narrativas a preto e branco e duas a cores: Nas rajadas de um sono, Impermanência, Onde estão as borboletas, Cigarra, O lugar sem espera. As três primeiras sequências são inteiramente visuais, terminando com duas histórias complementadas por narração escrita. O tema Cigarra foi escrito e desenhado conjuntamente com Maria João Worm. Esta edição encontra-se disponível para venda no nosso site: http://www.quartodejade.com/shop_books.php

Na rajadas de um sono

O autor deste livro é um lisboeta que tem na Cidade do México uma morada sentimental. Adicionou à formação autodidacta o curso de desenho, na Sociedade Nacional de Belas Artes. Durante vários anos participa, como ilustrador e autor de narrativas gráficas, em jornais, revistas e editoras a par de ter efectuado alguns cursos de formação.  Além das exposições que incluíram os seus originais, tanto em Portugal como na Bélgica, França e Brasil, foi bolseiro do Estado mexicano em 2005, 2007 e 2015. Criou, com Maria João Worm, a chancela Quarto de Jade onde publica alguns livros da sua autoria, assim como na Pianola Editores, Douda Correria e revista Cão Celeste.

Impermanência

Onde estão as borboletas

Cigarra

O lugar sem espera

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A chancela Quarto de Jade tem uma nova publicação em co-edição com a Mundo Fantasma e o Atelier 3/3. Trata-se de uma brochura de 36 páginas, impressa em risografia no Porto, com encadernação manual, numa tiragem de 93 exemplares numerados. A capa é impressa a azul, a página de rosto a burgundy e o miolo a preto e branco com ilustrações de Diniz Conefrey e texto com a colaboração de Maria João Worm.

Cardos Maduros expõe uma reflexão sem tempo. Uma viagem dentro de viagens, exposta em ilustrações. Momentos vividos entre a experiência pessoal e o universo literário de Juan Rulfo. Ecoando nessa multiplicidade, a constatação de vivências sobrepostas, atravessando a narrativa para se encontrarem numa elegia onde os afectos emergem entre a crueza de histórias perdidas.

Disponível na loja do site: http://www.quartodejade.com/shop_books.php

 

 

 

 

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