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Archive for the ‘Ilustração’ Category

Uma série de ilustrações que sugerem uma síntese do que poderão ser as heranças culturais (anteriores ao antropocénico) que se salientam dos seis continentes terrestres. Quanto à modernidade, ela apenas é contemplada através da Antártida, já que a sua colonização ocorre num período mais recente. As escolhas geográficas não tiveram em conta a possibilidade de subdivisões, evitando assim desdobramentos, possíveis mas que aqui não foram contemplados. Também a tónica saliente para cada uma destas proposições é discutível, como seria natural, dependendo de uma apreciação que tenta colocar o foco numa identidade humana pré-tecnológica.

EUROPA – Luta greco-romana

Uma recriação vinda da antiguidade e, ao que parece, também os soldados de Napoleão praticavam esta modalidade olímpica; já sem estarem nus, barrados de azeite e cobertos de areia. Um wrestling, talvez um “pas de deux”, para imobilizar os ombros do adversário e aceder à sua pronta rendição.

ÁSIA – Meditação

Segundo uma perspectiva terapêutica, a exposição de Quatro Nobres Verdades: 1- Reconhecimento de que todas as experiências condicionadas implicam apego e aversão, causa do sofrimento. 2 – A causa consiste no desconhecimento da natureza da mente e do seu entorno, que leva à separação e dualidade entre o suposto eu e o mundo. 3 – O remédio consiste no nirvana, ou cessação do sofrimento por abolição das suas causas. 4 – A aplicação consiste numa ética em não prejudicar nenhum ser senciente, meditação e sabedoria no conhecimento directo da vacuidade e sacralidade de todos os fenómenos da vida.

ÁFRICA – Ritmo e tradição oral

Cores vivas e grandes contrastes reluzindo os corpos em movimento de músicas, nostálgicas ou felizes, que do continente saíram para o resto do mundo. Um sentir enraizado no coração do povo, nas mentes sem fundador a crença de um ser supremo apenas vivendo do calor que a terra abraçou.

AMÉRICA – Reciprocidade e ecologia

Das sociedades simples ás mais complexas, o valor dos excedentes como forma de manutenção dos equilíbrios sociais e um diálogo com a natureza antes de qualquer outro pensamento. Uma postura que se mantém numa vivência integra, da memória persistindo aos apelos da modernidade.

OCEANIA – Terra dos sonhos e navegação

Ao escutarem as mãos ouviram da montanha dizer um tempo maior que sonha dentro do breve quotidiano: tatuagens ferozes. Navegadores do maior oceano da terra, apenas usando o mapa das estrelas, diagramas de madeira e fibra de coco, chegaram a todas as ilhas, sabendo da suavidade ao deslizar pelas ondas nas enseadas limpas.

ANTÁRTIDA

Das roupagens brancas de um clima extremado onde pulsam anémonas, estrelas-do-mar. Aqui sentem os pinguins, as baleias e as focas tocadas pelo frio intenso; amplo vôo dos albatrozes a circundar o litoral. Ao contrário do que dizem não é um continente desabitado, apenas não tem nenhum governo, não pertence a nenhum país. Continente politicamente neutro, apenas a liberdade de uma comunidade científica, impondo os ventos glaciares uma estreita cooperação internacional.

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Ao passarem na Rua Tomás da Anunciação 26B (em Campo de Ourique, Lisboa) e descendo por uns pequenos degraus, entram na livraria Baobá onde podem encontrar livros ilustrados (incluindo banda desenhada) de muita qualidade (nacionais ou estrangeiros) comos os da editora independente Tara Books (India) que publica livros artesanais: «We’re particularly well-known for our screenprinted books made entirely by hand—from the paper to the printing and binding.»
Vale a pena ver mais em: https://tarabooks.com/about/
Documentário sobre «The cloth of the mother goddes»: https://vimeo.com/134023188

Nesta livraria também se encontra à venda a edição numerada, e com uma constelação original desenhada no livro, de Maria João Worm L’Orso Borotalco e la Bambola Nuda Italiana. Assim como um print da página desdobrável deste livro ou uma amostra do cubo O Amor Perfeito já montado.

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Ilustração de Diniz Conefrey para a Revista do Jornal Expresso, 1992.

Montagem de oito minutos a partir do filme «Samsara», de Ron Fricke (2012) com o tema dos Underworld «I Exhale».

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TANGANHOS

“Chamam-se assim os ramos que secam nas árvores e se cortam, para que elas possam crescer melhor e dar mais fruto. Ou então, quando não se podam, aos que vão caindo ao chão e por ali ficam até serem apanhados por quem anda à cata de lenha. São muito bons para atear o fogo.”

Tanganhos, de Mariana Pinto dos Santos e ilustrado por Maria João Worm, é o primeiro livro publicado pelas Edições do Saguão, em Novembro de 2017. Formada em Agosto do mesmo ano, esta chancela propõe trazer aos leitores, em edições cuidadas, literatura e ensaio de autores nacionais e estrangeiros.

Este título, de 76 páginas, apresenta pequenos contos introspectivos com desenho gráfico de Rui Miguel Ribeiro.

Para ver mais em: Edições do Saguão – facebook ou Site da editora.

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Ilustração de Maria João Worm para a Raia, 2017.

«Estas imagens (século XVIII) destinavam-se a um público pouco letrado e podemos vê-las como um fenómeno parente da banda desenhada onde a imagem «faz passar» o texto; no entanto pode ser que se tratasse de um fenómeno inverso. A imagem não sendo ainda de leitura fácil para esse público que se amparava a um texto. Por outro lado, parece certo que o papel do texto não seria somente o de trazer uma precisão, sendo também uma caução ainda necessária para que a imagem fosse de alguma forma autenticada e aceite.»

L’illustration – Histoire d’un Art. Michel Melot. Skira, 1984.

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z-maquinas

Não tivemos acesso a exame ecográfico anterior. A nível esplénico documenta-se de facto uma formação nodular hiperdensa do pólo superior sem captação valorizável de cromatismo endovenoso. Mancha discretamente irregular, aconselhando-se uma observação continuada sob os batimentos cardiacos do recém nascido. Tem características inespecíficas justificando controlo evolutivo para melhor caracterização da densificação congénita. Não se observam outras lesões focais esplénicas ou hepáticas, apresentando-se o artigo ilustrado com contornos regulares e tendências globalmente homogénias.

É completamente favorável a apreciação directiva do tubo expressivo opacificado, dentro das limitações desta abordagem.

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imagem

O pincel tocou levemente a superfície da água e logo uma mancha de cores, em espirais transparentes, se espalhou em fluídos improváveis, transbordando o olhar da criança. Sentiu uma grande comoção envolvendo-a, como naquela tarde fixada na memória, em que no céu matizado pelas nuvens planavam cromatismos de luz etérea, adensando o sentir de uma existência penetrando o corpo como um eco imemorável. Agora, a água turva pelas cores esfumadas, estagnava lentamente em círculos oleosos; do fundo da sua imaginação vinha ainda aquele movimento inicial. Um toque electrizante tal qual a aspereza do vento a vaguear por dentro da tarde enquanto o dia se inclinava sob o caminho. Parte então a criança para casa, com olhos lacrimejantes de cores, pressentindo que a aurora circula no seu sangue enquanto as habitações humanas parecem consumir o que da memória restou.

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CEGA-REGA

Ilustração

«Nenhuma palavra de apreço pela dureza do caminho andado. Paciência. O teatro do mundo tem palco e bastidores. As palmas da plateia festejam somente os dramas encenados. Que remédio, pois, senão a gente resignar-se e aceitar as sínteses levianas. Nascia do tempo. Muito bem. Ninguém mais ficaria a conhecer a fundura dos abismos em que se debatera. Protoplasma, lagarta, ninfa… Quase que sentia ainda no corpo as fases da transfiguração. Mas pronto, chegara! Agora era receber o calor do presente, e cantar. Cantar o milagre da anodina e conseguida ascensão.»

Miguel Torga, Bichos.

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Lisboa

«Vinte escritores e vinte ilustradores partilham a sua Lisboa secreta, nostálgica, imaginária, histórica, perdida, subterrânea, suja ou utópica. De Guia Ler e Ver no bolso, o leitor, seja ele turista, morador temporário, visitante curioso ou mesmo alfacinha, poderá percorrer os mais inesperados itinerários lisboetas e conhecer diferentes cidades que habitamos no nosso quotidiano sempre feito de memórias longínquas, momentos marcantes, dias horrorosos ou pequenos-almoços corriqueiros.»

Uma breve nota para acrescentar, ao texto da contracapa desta edição da Egeac, que uma das participações neste guia colectivo são 4 páginas da autoria de Maria João Worm, descrevendo sumariamente um percurso que vai do Jardim das Conchas ao Museu da Marioneta. A ilustração contemporânea desta edição conta com autores diversificados, tanto em termos gerecionais como das expressões que lhes são próprias, unidas pelo fio da continuidade temporal.

Lisboa 1

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SOTÃO

Uma memória, equiparada, como uma centelha deslumbrante faiscando para o futuro as convulsões do tempo ilusório. Também um sótão poderá ser uma recordação, um sítio mais amplo que uma exígua arrecadação, um estado de alma onde se guardaram quase todos os apetrechos que deram forma a certo sentido de vida. Percorrida essa matéria, agora impalpável, que são os traços de um tempo e de uma presença, resta a quietude permanente da paisagem. Aparentemente imóvel na sua plenitude, continuamente invadida por artefactos humanos, fica nesse silêncio da memória, equiparada a uma ilustração contemporânea, o estrutor ciclónico das imagens que não se apagam.

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