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Screenshot da loja de livros, site Quarto de Jade.

Mantendo uma acessibilidade permanente, a loja do site Quarto de Jade divide-se em seis secções diferentes cujos trabalhos visuais têm por raiz ou simbiose uma estreita ligação com as palavras; nomeadas ou escritas. Pintura, gravura, ilustração, pranchas originais de banda desenhada, livros e serigrafias complementam um conjunto de trabalhos disponíveis para usufruto directo, além de acrescentarem às secções não comerciais deste site uma outra visualidade da expressão desenvolvida por Maria João Worm e Diniz Conefrey.

Nesta loja destacamos de forma particular a secção de Livros, sobretudo por aí se encontrarem os títulos das edições Quarto de Jade, cuja primeira edição remonta ao ano de 2007 com Electrodomésticos classificados. Todos os títulos que foram publicados até esta data encontram-se acessíveis para encomenda no site, sem custo de portes. Clicando sobre o quadrado da imagem, será apresentada a capa assim como uma breve descrição dos conteúdos, além das características mais específicas do objecto. Por debaixo desse quadrado, clicando na indicação de PDF, poderá ter acesso a duas páginas interiores referente à publicação que queira consultar.

Capa do primeiro livro publicado pelas edições Quarto de Jade e o título mais recente, Nagual, de 2017.

Os pagamentos podem ser efectuados por Paypal ou por transferência bancária, neste último caso através do email suporte@quartodejade.com. Das vendas entretanto efectuadas estima-se a entrega por correio normal, em embalagem de acondicionamento apropriado, num prazo de três dias úteis; no caso de Portugal continental. Deixamos pois este convite a conhecer e partilhar livros, em que o cuidado posto não lhes permitem estar acessíveis em qualquer livraria: http://www.quartodejade.com/shop_books.php

Os Gigantes de Pedra, 2017.

Este é um trabalho que foi iniciado em 2010, tendo vindo a ser completado entre outros projectos para livro das edições Quarto de Jade. Partindo inicialmente de uma versão mais próxima ao discurso original de Seattle – o representante da tribo Duwamish na questão da compra de terras – cedo, este livro projectou-se como uma súmula de quatro narrativas com o intuito de reflectir, na sua abordagem, aspectos da vida dos indígenas norte americanos. Os textos escolhidos dão primazia às narrativas que expressam a vivência das etnias contempladas, desde a narrativa mítica – no caso de Os gigantes de pedra, dos Iroqueses. Uma adaptação livre de A grande visão de Black Elk ou uma história quotidiana como A sabedoria do simplório – ambas registos dos índios Sioux. Culminando com o discurso emblemático de Seattle, cuja evocação imagética assenta nos artefactos das culturas ameríndias, da costa Noroeste dos Estados Unidos da América.

Desenhos para Alce Negro Sonha, 2017.

Planície Pintada baseia-se no arrojo de dar voz aos povos que foram manietados pelo imaginário ocidental, tanto através do cinema como da banda desenhada, num gesto de liberdade criativa que pretende questionar os estériotipos de uma assimilação cultural, forçada e ainda presente. Este novo livro encontra-se na última fase de concretização, com desenhos de Diniz Conefrey finalizados em linogravura por Maria João Worm. Ambos os autores escolheram os textos e trabalharam na planificação de cada sequência para as pranchas finais.

A Sabedoria do Simplório, 2011.

Alguns destes trabalhos estiveram patentes na exposição das edições Quarto de Jade, incluida no XII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja (2016) e a narrativa Seattle viu a sua pré-publicação na revista Venham + 5 número 8 (2011) e na revista Cão Celeste, número 3 e 4 (2013). Da bibliografia para este novo livro salientamos O sopro das vozes, com organização e tradução de Miguel Castro Henriques (Assírio & Alvim, 1997). The mammoth book of Native Americans, editado por Jon E. Lewis (Constable & Robinson, 2004). A noite do índio – discurso do chefe Seattle, tradução e apresentação de Joaquim Palma (Casa do Sul Editora, 2007) e Alce Negro fala de John G. Neihardt, com tradução de Fernando Gonçalves e Júlio Henriques (Edições Antígona, 2000).

Seattle. Revista Venham + 5, 2011.

FILL IN THE BLANKS

Em cada imagem está o que conseguimos ver. Uma conversa finita porque discorre no discurso de referências pessoais. Mas também o potencial do infinito que será a palavra única, a assinatura da imagem. Descentrada do saber de cada um. Partilhável na intimidade do tender para o que transcende.

Atenção ao intervalo entre o cais e o comboio, obrigada! A voz no timbre mecânico sincopado e reconhecível em aeroportos, comboios, plataformas do metro, centros comerciais, supermercados. Grandes superfícies, onde ecoam as vozes que ora indicam, encaminham ou até nos aconselham a ter cuidado com diversos perigos.

Imagino um passeio no deserto: Atenção, cuidado com o lacrau, pode ser mau. Ou atenção ao escorpião, pode estar aqui ou não.

Atenção ao intervalo entre escrever e viver. Atenção ao intervalo entre emoção e razão. Obrigada!

ECOS

Suspensão. O sentimento da criança que na praia deserta recebia a memória de outras eras, através da luminosidade diáfana e do som ritmado das águas evanescentes. A fragilidade do corpo em aromas de sal, no ventre anguloso as ardósias desfeitas pelo ar embriagado, evocando um passado tangível de histórias recorrentes. Nostalgia aberta, planando com os elementos, evocativa de uma voz multicolor disposta à emoção. Na terra, as raízes da existência em canto soltando a planura agreste. A voz emergindo em voo de ave afastando-se da sombra, antes de regressar. Um manto liquído aberto pelo mar penteando nervuras. Um dia marcado, em final de estação.

Na zona escondiamo-nos entre corridas sem que soubessemos olhar para além das intuições, rasgando, na bruma matinal, a frescura da água na planta dos pés. Nas arribas permaneciam os veios de sulcos em paisagens minusculas, antes de se sonharem apartamentos sobre a quietude do mar. A quietude desse rumor, suspenso, na vibração da voz que a criança lança para o espaço sem limite, vogando em acordes de flauta sensitiva. Declamação interdependente que retorna do vazio, inspirando uma consciência primordial.

O sulco que, na anatomia da tarde, rasgou por Coyacán para desaguar em San Angel.

 

Altar alegórico para o dia dos mortos. As cores magmáticas saindo directamente dos tubos de guache.

Choveu esta tarde? Em frente, na casa amarela, já a noite das palavras tinha iniciado a espiral que atravessa as grades. Rio Chico, Tizapán.

A artéria das palavras atravessa, tombando como luz, pelas telhas vítreas inundando a casa etérea.

 

Dedicatória a Luis Verdejo e aos seus poemas da mão esquerda. Ceramista, escultor, pintor imprivisível dos espaços partilhados.

 

 

 

 

 

Maria João Worm no Festival Internacional de Beja, 2012.

No próximo dia 4 de Junho – Domingo – estaremos na Feira do Livro para uma sessão de autógrafos, entre as 16.00h e as 19.00h, junto ao pavilhão B09/B11 da Europress que terá disponível os livros que fazem parte da nossa chancela editorial. Neste dia terá particular destaque a edição Os Animais Domésticos, de Maria João Worm, apresentando-se como o livro do dia. Paralelamente, Diniz Conefrey receberá todos os interessados que tenham gosto de ver o livro Meteorologias assinado com um desenho pelo autor. Livros objecto, livros de ilustração transversal a todas as idades assim como narrativas gráficas publicadas pela edições Quarto de Jade, estarão disponíveis ao longo da próxima Feira do Livro de Lisboa com as vantajens inerentes às características deste evento.

 

Um livro pode sempre ter outro nome, outra capa. Outra mão que o conduza, fundo, para dentro do mistério de que se resolve o mundo. No coração de agave reune-se um ciclo de poemas aludindo ao corpo transgressor vivenciando um México inflectido. Através da raíz da sua forma, expirando os conteúdos em verso num livrinho fixando esses mundos que, do olhar, encontram uma expressão no interior vago e inquieto da poesia. São nove poemas em caligrama pendular, editados pela Douda Correria, convidando, desde já, para a sua apresentação – no dia 25 de Maio pelas 22 horas no bar A Barraca – com a presença dos poetas oficiantes (Nuno Moura, Diniz Conefrey, Maria João Worm); falando e lendo das janelas que se abrem neste outro tempo, neste outro espaço a aurora memorial.