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Archive for the ‘Exposições’ Category

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David A. Carter, 600 Black Spots. Nova Iorque: Little Simon, 2007.

Campo Grande, de 17 Maio a 9 Setembro de 2016.

«Esta exposição resulta do encontro de dois coleccionadores de livros. André Garcia Pimenta colecciona livros mecânicos. Catarina Figueiredo Cardoso colecciona livros de artista e de edição independente. Confrontando as suas colecções, concluíram que estas se interseccionavam precisamente nos livros mecânicos. E são complementares: enquanto André Garcia Pimenta colecciona livros mais antigos, desde o início dos livros mecânicos, Catarina Figueiredo Cardoso colecciona livros contemporâneos.

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Harold Lentz, The Pop-Up Pinocchio. Nova Iorque: Blue Ribbon Books,1932.

«Pop-up» («aparecer» ou «surgir» em português) é o termo inglês utilizado universalmente para designar livros em que a abertura de uma página dupla provoca um movimento que faz com que elementos recortados, dobrados e colados se levantem para formarem uma figura tridimensional. Reciprocamente, o fechar da página faz colapsar a figura tridimensional, regressando o livro ao seu aspecto tradicional de códice fechado. O termo «pop-up book» foi registado em 1932 pela editora nova-iorquina Blue Ribbon, com o livro Pinocchio de Harold Lentz.

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Raphael Urwiller, Mayumi Otero, Momotaro. Estrasburgo: Icinori, 2011.

Os livros pop-up podem ser muito simples ou de uma enorme complexidade, livros únicos ou grandes produções de centenas de milhares de exemplares usando sofisticadas técnicas de corte e de impressão. Mas a sua montagem é sempre um processo manual.

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Ernest Nister, The Land of Long Ago. Londres: Ernest Nister, 1898.

A exposição está organizada em três partes.

A primeira parte apresenta exemplos clássicos de pop-ups. Alguns são livros do Séc. XIX, outros da primeira metade do Séc. XX. São também clássicos pelos temas que tratam: o mundo das crianças, contos infantis, abecedários e numerários.

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Jean-Charles Trebbi, Angel Dance. Nº1/10. Pountault Combault (França): o autor, 2011.

A segunda parte é dedicada a artistas contemporâneos especialmente importantes no contexto da produção industrial de pop-ups, e a artistas que usam o pop-up como componente relevante da sua prática.

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Matthew Reinhart & Robert Sabuda, Folha de produção de Dragons & Monsters.

A terceira parte mostra o lado escondido do pop-up industrial: maquetes e esboços, as folhas impressas com as peças, os cortantes.» (Excerto do texto da folha de sala) André Garcia Pimenta – Catarina Figueiredo Cardoso.

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S. Louis Giraud, Daily Express ABC. Londres: S. Louis Giraud, 1932.

 

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Ug (Philippe Ug), Pixomatic. Nº47/100. Liancourt (França): o autor, 2008.

 

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Catarina Leitão, Uplift. Nº5/5+1PA, assinado pela autora. Nova Iorque: a autora, 2008.

 

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Damien Schevaert-Brossault, Farandole Celeste. Nº1/8, assinado pelo autor. Vitry sûr Seine (França): Imaginalia, 2010.

 

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Matthew Reinhart, Robert Sabuda, Dragons & Monsters: miolo do livro. Assinada.

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Cartaz-Facebook

O Festival de BD de Beja 2016 realiza-se este ano entre os dias 27 de Maio e 12 de Junho, celebrando a sua 12ª edição.

Desta vez num novo formato, abraçando exclusivamente o Centro Histórico da cidade. O Festival inaugura no dia 27 de Maio, sexta-feira, às 21h00 horas, no Pax Julia – Teatro Municipal, o núcleo principal deste encontro dedicado à banda desenhada, e onde se centrarão boa parte das exposições e da programação paralela. Destacamos aqui a exposição dedicada à chancela editorial Quarto de Jade, apresentando diversos originais que fazem parte dos livros até agora publicados; além de esboços e outro material preparatório.

Nessa mesma noite (e na seguinte) o evento encerra às 3h30 da manhã, já que a programação será ocupada com os Concertos Desenhados no Largo do Museu Regional (mesmo ao lado do Pax Julia).

O primeiro fim-de-semana (27, 28 e 29 de Maio) será completamente preenchido com a apresentação de projetos, sessões de autógrafos, conversas, concertos desenhados, lançamento de livros, workshops, etc., e reunirá todos os autores representados nas 23 exposições patentes ao público.

Dia 28 de Maio, sábado, na cafetaria do Pax Julia – Teatro Municipal, a Quarto de Jade apresentará às 15.45h o livro «Meteorologias» de Diniz Conefrey e das 18.00h às 19.30h estaremos presentes no Largo do Museu Regional para uma sessão de autógrafos no Mercado do Livro. Todos os nossos títulos vão estar disponíveis para venda na banca da livraria Dr Kartoon.

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Links para mais informações:

Catálogo descritivo das Edições Quarto de Jade.

Exposição virtual de «Os Labirintos da Água» e «O Livro dos Dias».

Loja de Livros do site Quarto de Jade. Nos PDF’s poderão aceder a duas páginas das respectivas publicações.

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LMG

A propósito da recente exposição de Luis Manuel Gaspar na Galeria Acert, em Tondela, transcrevemos um pequeno texto da autoria de Rosa Maria Martelo sobre a obra deste poeta ilustrador. A exposição ainda pode ser apreciada até ao dia 20 de Abril do corrente ano:

Associação Cultural e Recreativa de Tondela Rua Dr. Ricardo Mota, 18; 3460-613 Tondela.

Oganização da ACERT, em colaboração com o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa.

 «”Compreender é associar, para a inteligência não há melhor exercício do que a imagem”, escreveu Jean Epstein. E os trabalhos de Luis Manuel Gaspar dão-lhe certamente razão. Entre a natureza e a máquina, entre o humano e o não humano, certas imagens desta exposição descobrem nexos que se fortalecem do prévio afastamento que vêm desfazer. Encontramos o planisfério terrestre nas manchas da quitina de um artrópode, flores que se humanizam num sexo, seres humanos que adquirem traços de um insecto ou de um crustáceo, uma cabeça que também é uma lâmpada e um olho, tecidos cujas dobras se desfazem em folhagem, rostos que admitem uma visão subcutânea, madeixas de cabelo a lembrarem patas de aranha… Tudo desenhado com o máximo rigor, mas entre uma figuração realista e a transfiguração anti-realista resultante das conexões improváveis que nos são reveladas. Se estas imagens nos parecem “muito lentas”, como disse António Barahona, é porque precisamos de as decompor, de analisá-las a partir das sensações contraditórias que produzem em nós. E nesse exercício revelam-se as palavras que as habitam. Muitos dos desenhos de Luis Manuel Gaspar subentendem as palavras da poesia. Não apenas porque a surpresa que provocam pode resultar de articulações metafóricas, de um tropo que liga dois reinos para produzir um terceiro, mas também porque, em muitos casos, os desenhos se destinaram a acompanhar poemas, ou partiram de textos; e ainda porque, nas pranchas dedicadas a vários poetas, encontramos as imagens que Luis Manuel Gaspar quis que víssemos nos versos reproduzidos, ou a par deles. É um mundo onde as imagens da poesia e as imagens visuais se interpelam mutuamente. Livremente. Um mundo para ver, ler e imaginar. Fluido, delicado, irónico e inquieto. E cheio de gravidade.»

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Aproveitamos também para publicar as respostas de Luis Manuel Gaspar ao questionário de Sara Figueiredo Costa para a agenda da ACERT, aquando da programação cultural referente ao período de Janeiro-Março de 2016:

-Parte do teu trabalho de ilustração pode ser visto em capas de livros de poesia. Como decorre esse processo de criar uma imagem que sirva de porta para um universo que se desdobra em tantos pedaços?

O maior desafio é tentar encontrar uma imagem que provoque uma impressão semelhante à que ficou da primeira leitura dos versos, seja essa impressão de mistério, violência ou viagem… A ilustração da capa deve ser exactamente uma porta, que apresenta os poemas mas os deixa intocados para a leitura.

-A tua relação com a poesia não se limita ao trabalho de capista, passando pela edição crítica, pela divulgação, até pela prática. Quase como o «Barnabé», de Sérgio Godinho, o que é que tem a poesia que é diferente do resto?

A poesia é a pedra de toque, a razão de todo esse trabalho. Poesia é o próprio processo: a escrita, a edição, a criação de imagens comunicantes. É também o resultado desse trabalho, quando misteriosamente resulta.

-Criar imagens relacionadas com a literatura, capas ou outros trabalhos — como as bandas desenhadas que fazes a partir de poemas —, cria um outro universo, visual, a partir do verbal. Há mais de complementaridade, de iluminação naquele sentido etimológico da palavra «ilustrar», ou de novo mundo naquilo que fazes?

Procuro um difícil equilíbrio sempre a partir do amor pelo texto. A iluminação dada pelas imagens é algo que se oferece às palavras a partir dos novos mundos que elas nos trouxeram.

 

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quadro

OVO/VÔO . 72,2X107,5 cm .Técnica mista s/ madeira . 2016. Maria João Worm.

Registo de uma passagem que atravessa o tempo da insónia usando as palavras como reflexão e passatempo.

Nesse silêncio, com o corpo deitado, aparentemente quieto, aparecem imagens que procuram o seu significado.

E se as palavras forem desenhos inscritos dentro das formas que designam?

Exposição de pintura patente na Galeria Monumental de 9 de Abril a 14 de Maio de 2016.

Campo dos Mártires da Pátria, 101 Lisboa. De terça a sábado, das 15.00h às 19.30h (excepto feriados).

A exposição é acompanhada por um catálogo de 36 páginas  com o registo de todas as obras expostas , complementado  na última página interior com um texto.

No catálogo apresentam-se montagens “virtuais” feitas a partir da sobreposição de pinturas* que, nesta exposição,  se encontram formando um par.

Disponível neste link.

Catálogo 1

 

Catálogo 2

 

Catálogo 3

* Pinturas em acrílico conversando com o que ficou à espera, vindo de outras exposições.

 

 

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Cartaz 1

Inaugura no próximo dia 3 de Dezembro, quinta feira, às 18.00h a exposição Antes do Livro. Esta mostra inclui 24 trabalhos, entre originais e fotocópias, apresentando os vários processos de trabalho que estiveram na raiz do álbum de narrativa gráfica O Livro dos Dias. Desde estudos ambientais realizados nos anos 90, passando pela abordagem compositiva dos desenhos ou as várias fases de finalização das pranchas originais, esta exposição pretende dar uma prespectiva do trabalho interior subjacente a uma narrativa em extensão; baseando-se naturalmente numa prática particularizada de abordagem e modo expressivo no campo da banda desenhada.

Os trabalhos estarão expostos na bedeteca da Amadora que se inclui na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, Avenida Conde Castro Guimarães, nº6, até ao dia 2 de Janeiro de 2016.

Uma visão paralela a este evento pode ser consultada na internet através deste link.

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A dicotomia das linguagens é o elemento essencial que as torna vibrantes nos conteúdos, através do registo expressivo que procura na sua fórmula encarar sentidos para além das descrições. «A pintura é uma poesia muda, a poesia uma pintura que fala» (Simonide, segundo Plutarco). Tendo em consideração o debate permanente, entre a oposição do texto e da imagem, por exemplo, ao longo da história da ilustração, não é raro depararmo-nos com uma interligação profunda entre dois sistemas aparentemente distintos. Da mesma forma que a fotografia aporta ao cinema, pela sua própria imobilidade, uma nova dimensão. A linguagem poética, enquanto evocadora de uma dimensão mais profunda da realidade, acarreta em si essa possibilidade primordial em que signo e significado se fundem na possibilidade musical de uma expressão meta-linguística. Um exemplo, modestamente pertinente dessa dimensão, poderá ser apreciado na recente exposição patente na livraria Paralelo W, até ao final do mês de Outubro.

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Esta mostra de colagens de vários autores tem, quanto a nós, esse tactear indelével que procura nos seus limites mostrar o essencial através de um discurso sensitivo onde imagem e palavra regressam ao seu núcleo constitutivo. Não é de estranhar a reafirmação da experiência surrealista nas composições que fazem lembrar Max Ernst ou o registo de imagens delicadas, no caso dos trabalhos de Miguel de Carvalho que, transpostos para livro, acabam por resultar numa leitura demasiado estanque. Faltando-lhe, por ventura, as inflexões rítmicas no quadro sequencial, ficando as imagens congeladas entre si mas com interesse enquanto “escrita” e composição individual.

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O caso mais saliente encontra-se na experiência do poeta Rui Pires Cabral. Desde a publicação de «Biblioteca dos Rapazes», passando por «Oh! LUSITANIA», tem vindo a criar uma linguagem em que o corpo tatuado das palavras toca as simbioses mais intimistas de uma semântica que apresenta novos ritmos e dimensões à expressão poética, muito para além da literatura. Talvez por isso as suas imagens escritas pareçam mais discretas nesta exposição; no entanto esta nunca ficará completa sem que se saia da livraria com um exemplar da edição de «Elsewhere / Alhures» que aponta já para uma nova dimensão desse quarto improvável que este poeta, decididamente, soube abrir a porta.

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Divulgação

De forma breve no tempo, pois a exposição estará patente apenas ao longo de duas semanas, a El Pep vai acolher originais de narrativa gráfica na sua loja-galeria. São sobretudo pranchas de O livro dos dias assim como de Os labirintos da água, contando ainda com outras duas pranchas que complementam os sentidos cromáticos das formas e apelos interiores reunidos nesta exposição. Uma mostra que pretende partilhar o tempo, enquanto imagens individuais, saboreando todas as nuances dessa cristalização de matizes que não sobrevivem à reprodução mecânica. Simultaneamente, estes originais estarão disponíveis para venda. Inauguração dia 3 de Outubro às 18.00 horas, na Lx Factory, rua Rodrigues Faria 103 em Alcântara – Lisboa.

Divulgação-pranchas

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