Archive for the ‘Edições Quarto de Jade’ Category

A chancela Quarto de Jade tem uma nova publicação em co-edição com a Mundo Fantasma e o Atelier 3/3. Trata-se de uma brochura de 36 páginas, impressa em risografia no Porto, com encadernação manual, numa tiragem de 93 exemplares numerados. A capa é impressa a azul, a página de rosto a burgundy e o miolo a preto e branco com ilustrações de Diniz Conefrey e texto com a colaboração de Maria João Worm.

Cardos Maduros expõe uma reflexão sem tempo. Uma viagem dentro de viagens, exposta em ilustrações. Momentos vividos entre a experiência pessoal e o universo literário de Juan Rulfo. Ecoando nessa multiplicidade, a constatação de vivências sobrepostas, atravessando a narrativa para se encontrarem numa elegia onde os afectos emergem entre a crueza de histórias perdidas.

Disponível na loja do site: http://www.quartodejade.com/shop_books.php





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This is the second, and last part, of Arnoud Rommens esay ‘Deep’ Time in Times of Precarity: Experimental Comics as ‘Dark Matter’. In this edition wee only publish the section regarding the book Meteorologies.

What this poeticization of informational imagery means is unclear: All we can do is offer reading hypotheses. Perhaps Conefrey’s comic is a post-apocalyptic polyphony, confronting us with abstract, speculative landscapes handed down to us from a barren future in which all decoders have become extinct. Perhaps the panels are snapshots of future storms raging for centuries, like those on a lifeless planet like Jupiter, showing the precarity of our current ‘home.’

Whatever we think we understand, what cannot be ignored are the fluctuations in energy of the drawing hand—the ductus, the marks of the graphiator. Not starting from sketches or pencil drawings, the lines are the ‘score’ of improvisations—a ‘jam session’—set directly to ink. Changes in pressure applied to the surface—alternating ‘high’ and ‘low pressure areas’—reveal different moods. The volatility of drawing is further underscored by the fact that they are housed in digitally-drawn panels. The precise, digital lines of the panels contrast with the gesturality that speaks from the ‘wind-choreographies.’

Moreover, the comic is not just the appropriation of a vast databank of scientific imagery. The more angular “Small Worlds” chapter is an appropriation of Vasily Kandinsky’s portfolio Kleine Welten (1922) to the medium of drawing and comics. Although not intended as such by the artist, I see this as a tactical move. As the ‘graphic novelisation’ of a series of artworks by one of the main figures in the history of abstraction, it makes us conscious of the cultural hierarchies that organise cultural institutions. Rather than relegate Kandinsky to the safety of the museum, Conefrey revives his work by taking it as the basis for his visual research. In doing so, Meteorologies emblematises what artist and critic Gregory Sholette has dubbed “dark matter.” Given the comic’s suggestions of a ‘deep,’ cosmic timescale, it seems an apt heuristic metaphor.

As Sholette explains, Astrophysicists describe dark matter (and dark energy) as forming an invisible mass predicted by the big bang theory, yet so far only perceived indirectly by observing the motions of visible, astronomical objects such as stars and galaxies. (…) The gravitational presence of this unseen force presumably keeps the universe from flying apart. (…) Like its astronomical cousin, creative dark matter also makes up the bulk of the artistic activity produced in our post-industrial society. However, this type of dark matter is invisible primarily to those who lay claim to the management and interpretation of culture—the critics, art historians, collectors, dealers, museums, curators, and arts administrators. It includes makeshift, amateur, informal, unofficial, autonomous, activist, non-institutional, self-organized practices—all work made and circulated in the shadows of the formal art world, some of which might be said to emulate cultural dark matter by rejecting art world demands of visibility, and much of which has no choice but to be invisible. While astrophysicists are eager to know what dark matter is, the denizens of the art world largely ignore the unseen accretion of creativity they nevertheless remain dependent upon.

Reading Meteorologies, one could ask the question how much official art owes to comics. Conefrey’s adaptation reveals that Kandinsky’s status is secure within official cultural, as he is a model to be emulated. At the same time, when read as ‘dark matter,’ the comic shows how valuation is arbitrary, how the selection of the few geniuses depends on a multitude of ‘failed’ artists, ‘Sunday painters,’ or artists who deliberately choose circuits of distribution and production outside the institutional frame. At the same time, Meteorologies makes Kandinsky part of the commons, taking him out of a museal context and the hands of the custodians of culture to offer us a counter-Kandinsky, as it were: it offers us a non-academic, more prosaic Kandinsky occasioning playful visual research. As such, the dominant narrative in art history as well as the concept of the Anthropocene and its growing academic discursive output are refashioned into ‘low theory,’ in a semi-autonomous practice. The format of the book is already indicative: originally drawn in a small, 14×9 cm Moleskine sketchbook, the pages were subsequently scanned into a slightly larger format while post-production work was done with widely available image processing software. Meteorologies is a visual theory of the cosmos in small press.

Additionally, as ‘dark matter,’ Conefrey’s comic questions the hierarchy and institutionalisation of comics as a legitimate, sometimes even prestigious cultural expression and the canon-formation that accompanies its entry into academia. Referring to the Anglophone context, Pedro Moura makes the following observation: Art Spiegelman famously complained that comics were ‘below the critical radar,’ but this has changed over the past twenty to thirty years. However, it is my contention that the ‘radar’ has excluded works that could be called ‘experimental.’ It is telling that Hillary Chute, in her article on ‘Graphic Narrative’ in The Routledge Companion to Experimental Literature, discusses many of the usual suspects—Spiegelman, Ware, Bechdel, Barry—without paying attention to more ground-breaking, category-defying work.

It is perhaps only now that we can speak of ‘dark matter’ in the world of comics. Indeed, to what degree do contemporary comics ‘masterpieces’ depend on the exclusion of ‘lesser’works, on more radical experiments sidelined precisely because they do not fit with the emerging model of what worthwhile comics are supposed to look like?

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Esta chancela editorial de Lisboa ganhou forma com a edição do livro Os Animais Domésticos, em 2011, logo após a edição de Electrodomésticos Classificados. A linha editorial da Quarto de Jade deriva da articulação entre a palavra e a imagem. Nesse sentido tem realizado as suas edições em duas vertentes: O livro como objecto e a  narrativa gráfica, sendo que ambas as abordagens emergem de um sentido poético.

Maria João Worm

A consciência do tempo levou-me ao cinema de animação na Escola António Arroio, depois fiz um curso técnico/profissional de cerâmica. De escultura no Porto transferi-me para pintura na Faculdade de Belas Artes em Lisboa. Colaborei em  revistas, livros e jornais, publicando ilustrações e narrativas gráficas. Tenho usado a técnica de linogravura e para mim é um encontro feliz entre escultura e pintura. Das exposições de pintura e gravura destaco A colecção particular de “A” em 2006 na galeria Monumental e A Fonte das Palavras em 2013 na Casa das Histórias Paula Rego. Em 2011 recebi o Prémio Nacional de Ilustração, com o livro Os Animais Domésticos, edições Quarto de Jade.

Diniz Conefrey

Poeta e ilustrador lisboeta que tem na Cidade do México uma morada sentimental. Adicionou à formação autodidacta o curso de desenho, na Sociedade Nacional de Belas Artes. Desde à vários anos que publica em jornais, revistas e editoras a par de ter efectuado alguns cursos de formação.  Além das exposições que incluíram os seus originais, tanto em Portugal como na Bélgica, Brasil e França, foi bolseiro do Estado mexicano em 2005, 2007 e 2015. Criou, com Maria João Worm, a chancela Quarto de Jade onde edita alguns livros da sua autoria.




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As edições Quarto de Jade têm um novo título: Planície Pintada, livro de narrativa gráfica que inclui quatro textos provenientes de etnias indígenas da América do Norte. As adaptações tiveram como base diversas versões publicadas, tanto em português como em inglês, sujeitas à interpretação dos autores. Diniz Conefrey e Maria João Worm reuniram estes relatos de forma a expressar várias modalidades temáticas; uma narrativa mítica, um sonho, uma história do quotidiano, finalizando com o discurso de Seathl (elaborado inicialmente pelo Dr Henry A. Smith). Este livro tem um formato de 19 x 27 cm, incluindo 96 páginas, e está disponível na loja do site Quarto de Jade.

Árvore Tília.

Alce Negro Sonha.

A Sabedoria.


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No dia 11 de Novembro, Domingo, estaremos pelas 15.30h no auditório do Festival de BD da Amadora para apresentar os livros L’Orso Borotalco e la Bambola Nuda Italiana, de Maria João Worm, e o poema gráfico Nagual, de Diniz Conefrey. A seguir a esta apresentação estaremos presentes para uma sessão de autógrafos, tanto para quem já tenha os nossos livros ou para aqueles que os queiram comprar, neste caso na livraria Dr. Kartoon como na Chili com Carne, ambas presentes no espaço comercial deste evento.

O site Quarto de Jade surgiu da afinidade que Diniz Conefrey e Maria João Worm sentem, apesar de terem expressões gráficas distintas. A Quarto de Jade ganhou corpo como chancela editorial com a edição do livro Os Animais Domésticos, em 2011, logo após a edição de Electrodomésticos Classificados. Em 2013 editamos O Amor Perfeito (um livro que se transforma num objecto, para seguir o ritmo de um pequeno poema) e Os Labirintos da Água (completado pela sequência «A máquina de emaranhar paisagens» com que inicialmente tinha sido pensado). Já em 2014, coeditado entre a Quarto de Jade e Pianola Editores, surge O Livro dos Dias. Nos anos seguintes editamos os livros Histórias Naturais, O Barqueiro com a Palavra Debaixo da Língua, Meteorologias, Nagual e Afluentes de Adobe. Uma das publicações mais recente da Quarto de Jade, de 2018, sobrepõe a ilustração e o cartoon num livro com o título L’Orso Borotalco e la Bambola Nuda Italiana, da autoria de Maria João Worm. Em desenvolvimento encontra-se Planície Pintada, um trabalho de banda desenhada que tem vindo a ser realizado conjuntamente e que será publicado durante o próximo ano.

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As edições Quarto de Jade vão estar presentes na primeira edição da «Feira Gráfica – Lisboa / Mercado de edições». Este evento realiza-se a 27 e 28 de Outubro (o último fim-de-semana do mês), no Mercado de Santa Clara, à Feira da Ladra, entre as 12h00 e as 20h00.

Com organização de Emanuel Cameira (Postas de Pescada), Filipa Valladares (STET – livros & fotografias), Gonçalo Duarte (Oficina Loba) e Xavier Almeida (Estrela Decadente), trata-se de um evento que procura juntar no espaço do Mercado de Santa Clara, em Lisboa, várias iniciativas micro-editoriais, de diferentes pontos do país, ligadas ao livro (de literatura, ilustração, fotografia) mas também a outros universos de criatividade contemporânea constituídos por revistas/jornais culturais e/ou publicações de autor como as fanzines ou impressões de diverso tipo (em serigrafia, gravura, risografia, etc.).

Além da venda propriamente dita de publicações, a Feira contará também com um programa de lançamentos e conversas (em torno de temas ligados à prática da edição, na actualidade), incluindo ainda dois concertos. Clicando no menu Edições, sobre o cabeçalho desta página, poderá ter acesso ao catálogo dos livros da Quarto de Jade que estarão disponíveis para venda ou simplesmente conhecer, durante os dois dias em que se vai realizar este encontro.

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«A sabedoria». Desenho de Diniz Conefrey e linóleo de Maria João Worm.

Estamos a preparar um novo livro que contamos publicar no inicio do próximo ano. «Planície Pintada» começou a ser pensado há nove anos atrás quando trabalhamos numa segunda versão da narrativa «Seattle», da qual existe uma entrada neste blogue. Partimos de uma selecção de quatro textos provenientes de culturas nativas da América do norte, trabalhando com base em traduções disponíveis na língua portuguesa, as respectivas versões em Inglês e a nossa própria tradução/interpretação. O numero quatro foi assumido por ser uma referência simbólica, importante no seio destas culturas. As histórias escolhidas reflectem diversas modalidades temáticas que vão da narrativa mítica, um sonho, um episódio da vida quotidiano e por fim o texto do Dr. Henry A. Smith, aludindo a uma série de questões que se levantavam nesses territórios no final do século XIX. Sobretudo queremos, com este novo livro, dar espaço a uma recriação de narrativas criadas por algumas etnias norte americanas, acrescentando assim um outro valor às histórias de aventuras romanceadas.


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